No Community Spotlight deste mês, Gilmara Lidorio conta como demonstrações ao vivo, colaboração e trabalho voluntário movimentam uma comunidade global dedicada à inteligência artificial.

O convite de um amigo para participar de um encontro sobre inteligência artificial levou Gilmara Lidorio a conhecer uma comunidade da qual, pouco depois, ela ajudaria a cuidar. Ao assistir às apresentações e acompanhar as conversas, quis saber como poderia contribuir. Começou apoiando a comunicação e a criação dos canais nas redes sociais. Hoje, integra a liderança do AI Tinkerers em São Paulo, ao lado de Alex Benjamin, Carlos Ramos e Rom Justa.

“Eu sou apaixonada por tecnologia”, conta. Essa afinidade ajuda a explicar a disposição para conciliar o trabalho na American Tower com uma rotina de organização de eventos, divulgação e articulação com empresas e participantes. Todas essas atividades são realizadas fora do horário comercial, principalmente à noite e nos finais de semana, sem interferir em suas responsabilidades profissionais. É essa dedicação extra que ela e os demais organizadores chamam, com bom humor, de “segundo turno”.

Nesta edição do Community Spotlight, editoria do Innovators Club que dá voz às comunidades de tecnologia, Gilmara compartilha o que sustenta esse envolvimento: a oportunidade de aprender com quem está experimentando, acompanhar projetos em desenvolvimento e contribuir para que outras pessoas também avancem.

O AI Tinkerers é uma comunidade global presente em mais de 260 cidades, que reúne pessoas que constroem aplicações com inteligência artificial. Em São Paulo, essa proposta ganha forma em encontros mensais e gratuitos, com demonstrações ao vivo e espaço para perguntas, sugestões e networking.

O próprio nome traduz esse espírito. Como explica Gilmara, a ideia de tinkering está ligada à curiosidade, à experimentação e à disposição para explorar como as coisas funcionam. Essa postura orienta o formato dos encontros: quem apresenta contextualiza o problema, explica as tecnologias utilizadas e mostra a solução funcionando.

Segundo ela, cada edição costuma reunir de quatro a cinco demonstrações. Os slides servem como apoio breve para apresentar o desafio e a arquitetura do projeto. A maior parte do tempo é dedicada ao que foi construído e à conversa com o público.

Também não é necessário levar um projeto concluído. Compartilhar algo em desenvolvimento abre espaço para receber contribuições de pessoas com experiências diferentes. Uma pergunta pode revelar uma possibilidade de uso; uma sugestão pode ajudar a resolver uma dificuldade técnica.

“É uma troca muito rica”, resume Gilmara. É nesse contato entre quem apresenta e quem acompanha que ela identifica um dos principais valores dos encontros.

A colaboração continua depois das apresentações. Gilmara lembra de uma solução criada a partir de uma necessidade compartilhada no grupo: encontrar opções de passeios e entretenimento em São Paulo para uma visita com uma criança. A conversa mobilizou participantes, que desenvolveram colaborativamente uma ferramenta de busca por atividades em determinado período.

Ela também relata a aproximação de integrantes que seguiram trabalhando juntos após um hackathon de impacto social. O projeto buscava apoiar profissionais de recursos humanos e psicologia no mapeamento de questões relacionadas à saúde mental no trabalho. Embora não acompanhe todos os desdobramentos comerciais das iniciativas, Gilmara vê nessas conexões um exemplo do que pode surgir quando pessoas encontram espaço para trocar ideias e desenvolver projetos.

Entre um encontro e outro, os grupos no WhatsApp mantêm a comunidade em movimento. Há espaços para oportunidades profissionais, conversas de negócios, desenvolvimento de aplicações e discussões técnicas. As dúvidas também encontram acolhida: quando alguém pede recomendações para se aprofundar em um tema, outros participantes compartilham caminhos, referências e experiências.

Sustentar essa dinâmica exige trabalho coletivo. Alex, Gilmara, Carlos e Rom compartilham a liderança da comunidade em São Paulo, conciliando voluntariamente as atividades de organização com seus compromissos profissionais. Buscar locais, acompanhar inscrições, organizar a programação e divulgar os encontros fazem parte dessa rotina. O apoio de empresas ajuda a viabilizar espaços e a estrutura necessária para receber os participantes.

Nesse contexto, Gilmara destaca a contribuição da Oracle para aproximar a comunidade de empresas e de outros grupos. Além do apoio aos encontros, ela menciona a participação de profissionais da companhia em demonstrações de soluções com IA. Na sua avaliação, essa conexão amplia as possibilidades de troca: “A Oracle é uma ponte”.

Ampliar a participação feminina também está entre os objetivos que ela deseja desenvolver. Durante a entrevista, Gilmara contou sobre conversas para organizar uma edição com apresentações feitas somente por mulheres, criando mais espaço para dar visibilidade a quem já constrói soluções com IA.

A rede também deve ganhar um novo ponto de encontro no Brasil: há previsão de formação de uma comunidade do AI Tinkerers em Florianópolis, em breve.

Para quem está avaliando participar, seu convite parte da possibilidade de acompanhar aplicações reais e conversar diretamente com quem as desenvolve. Embora os encontros tenham foco técnico, ela observa que profissionais de outras áreas também buscam compreender como a inteligência artificial pode se conectar aos seus desafios.

Gilmara costuma brincar que cada encontro é um “MBA gratuito” sobre inteligência artificial na prática. A comparação traduz seu entusiasmo com o aprendizado e com as relações que se formam ali: pessoas que chegam para conhecer um projeto podem sair com uma ideia, uma contribuição ou a vontade de participar mais de perto, como aconteceu com ela.

Conheça quem lidera a comunidade em São Paulo

Acesse os perfis no LinkedIn para conhecer cada integrante da organização:

Acompanhe os próximos encontros

Os encontros mensais do AI Tinkerers São Paulo também são divulgados no calendário de eventos da página do Innovators Club.

Para conhecer a rede global, acesse o site do AI Tinkerers. Na página da comunidade de São Paulo, você pode consultar a programação, os critérios de participação e as inscrições, além de entrar em contato com a organização. Acompanhe também os canais da comunidade nas redes sociais para ficar por dentro das novidades.