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Três lições de liderança aprendidas durante a crise da COVID-19

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Nate Skinner, líder global de Marketing para CX da Oracle, compartilha seus aprendizados com o período de trabalho remoto e reforça a importância de voltar aos conceitos básicos do marketing.

Por Nate Skinner *

O plano original para o meu primeiro dia na Oracle era estar em Chicago para a conferência Modern Customer Experience em 23 de março. Em vez disso, devido à COVID-19 e às medidas de isolamento social, iniciei minha nova função da minha casa, em Atlanta.  

Entrar para a equipe de marketing nessas circunstâncias foi diferente de tudo que eu já tinha vivenciado na minha carreira. Se as coisas tivessem sido "normais", provavelmente eu teria viajado de avião duas ou três vezes no primeiro mês, já que nossa equipe, nossos clientes e nossos parceiros estão localizados em todo o mundo. Como vim de fora, eu precisava conversar com o máximo de pessoas possível para ter uma noção do que funciona bem, do que deveríamos fazer a mais, ou a menos, etc. Nada disso foi possível, ou pelo menos não da maneira que eu imaginei. Em vez disso, não pego um avião desde 18 de fevereiro.

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O que percebo agora é que eu não precisava viajar. Não mesmo.

Esses primeiros 30 dias na Oracle em um ambiente de trabalho virtual mudaram ou reafirmaram muitos valores que tenho como líder há muito tempo — para melhor. Aqui estão três lições que aprendi e que acredito que podem ser úteis para outras pessoas.

Lição nº 1: O local é irrelevante

Como líder, se o local físico foi em algum momento um fator determinante para a sua equipe, agora é a hora de deixar essa ideia de lado. O local é absolutamente irrelevante.

Trabalhei em casa ou em um local diferente da sede da minha empresa durante grande parte da minha carreira, e também tive cargos de nível sênior que me obrigaram a morar em uma determinada cidade. Esse novo ambiente de trabalho virtual mudou a percepção de localização para todos, por duas razões principais:

A. Você pode se reunir com mais pessoas em um período de tempo menor.

Antes dos últimos 30 dias, raramente eu passava três semanas seguidas sem viajar a trabalho. Acho que nunca mais vou viajar com tanta frequência. Desde que comecei na Oracle, viajei pelo mundo sem sair de casa.

Na última contagem, tive 59 reuniões individualizadas no meu primeiro mês. É muito. Por que isso é possível agora e não era antes? Porque as reuniões virtuais não exigem que você enfrente congestionamentos, corra de um escritório para outro, pegue elevadores ou encontre aquela sala de reuniões em que você nunca esteve antes. Todas essas coisas tomam tempo, e esse tempo se perde quando você poderia se reunir com mais pessoas. A maioria das empresas, independentemente do tamanho, enfrenta problemas de espaço e instalações individualizadas para reuniões. O Zoom acaba com esse problema, como ressalta Larry Ellison. Podemos participar de reuniões consecutivas de 30 minutos com as pessoas sem ter que correr — às vezes literalmente — para o local da próxima reunião. Sendo nova na empresa, isso aumentou meu tempo para conhecer todos no meu primeiro mês.

B. Há situações em que o encontro presencial não deve ser substituído pelo virtual.

Passei também a reconhecer que há cenários muito específicos em que as reuniões presenciais são melhores. Por exemplo, atualmente nossa equipe está trabalhando em conjunto no planejamento do ano fiscal de 2021. Em um mundo não virtual, teríamos reunido a equipe para um dia inteiro de planejamento: sessões de estratégia e brainstorming com quadros de comunicações e notas adesivas. Nesse caso, sair da rotina de trabalho teria ajudado, de forma metafórica, a recarregar os motores, e também a focar nossas atenções coletivamente no novo ano, de uma nova maneira. Há algo a ser dito em relação à mudança de local e cenário que nos ajuda a pensar de forma diferente sobre o futuro. Algo realmente mágico acontece quando todos adotam a abordagem de "design thinking" e pensam grande sobre o que queremos alcançar no próximo ano. Esse tipo de vínculo e planejamento é ideal presencialmente, e eu estou ansiosa pelo dia em que poderemos fazer isso de novo.

Lição nº 2: Os microgerentes terão dificuldades

No ambiente de trabalho virtual, todos são mais iguais. Todos têm o mesmo acesso uns aos outros, estamos todos trabalhando cada um da sua própria casa e, independentemente do cargo que você ocupa na empresa, sua situação atual é a mesma do CEO.

No ambiente físico e presencial do escritório, as pessoas podem se esconder no espaço do escritório ou do local de trabalho, ou ficarem inacessíveis de outras maneiras — e isso também se aplica aos líderes. Em um ambiente virtual, os membros da equipe não precisam descobrir como chegar ao último andar do prédio ou ao escritório da esquina, onde o líder tema vantagem natural de "jogar em casa". O ambiente virtual nivelou o "campo de jogo" e fez nós todos ficarmos mais acessíveis, independentemente do local ou da hierarquia.

Não, você não precisa ligar a câmera.

A microgerência se manifesta de muitas formas, mas uma delas é a seguinte: "Quero ver se a minha equipe vai estar online e em frente à câmera às 18 horas." Essa é uma péssima forma de liderar pessoas, mas especialmente nesse mundo virtual.

Tenho visto postagens no Twitter e no LinkedIn que sugerem que, neste ambiente virtual, todos devem ficar com suas câmeras ligadas. Discordo radicalmente disso. Nesse ambiente, às vezes você só quer se ajustar — talvez seus filhos estejam fazendo mais barulho do que o normal ou seu cachorro não queira deixar você sozinho — e a vida é assim para todos nós. Como líderes, precisamos ter empatia com nossos colegas de equipe. Deixei minha equipe ciente desde o início de que eles não precisam ligar a câmera se não quiserem. É uma questão de respeito e empatia, especialmente ao se reunir com os membros da equipe pela primeira vez e construir uma relação de confiança uns com os outros.

Esse é um ambiente no qual temos que ser flexíveis, com base na crença fundamental de que as pessoas que trabalham em casa estão realmente trabalhando. Partir do princípio de que, por estar trabalhando em casa, sua equipe precisa mostrar o rosto numa câmera — é a síntese da microgerência.

No entanto, todos nós que estamos trabalhando virtualmente devemos nos comunicar e enviar sinais, mesmo que sinais passivos do tipo: "estou aqui" ou "não estou aqui". Se você já terminou o trabalho por hoje, use a tecnologia disponível para enviar esses sinais. Configure uma resposta automática de ausência temporária ou defina seu status no Slack para indicar que não está trabalhando ou que não pode ser incomodado neste momento. Qualquer que seja o motivo, isso agora é mais importante do que nunca — não porque você está sendo microgerenciado, mas porque os sinais usuais, como cruzar com alguém no corredor ou no almoço, agora não estão disponíveis.

Líderes servidores vão prosperar

Se você é o tipo de líder que acredita que a coisa mais importante são as pessoas, e quer conhecer sua equipe e ajudá-los a ter sucesso, um ambiente virtual pode ser altamente positivo, já que derruba algumas barreiras psicológicas das pessoas. Membros da equipe que me chamam pelo Slack, entram em contato comigo, participam de reuniões no Zoom comigo, podem ficar mais relutantes em se aproximar de mim no mundo físico.

Eu adoro isso, porque gosto muito de ajudar as pessoas a fazer o melhor trabalho de suas vidas. No início da minha carreira, líderes para quem trabalhei me deixaram ir o mais longe possível e estavam lá para me ajudar, orientar e garantir que eu não desviasse do curso. Eram líderes muito servidores. Sinto que esse é o meu trabalho — remover barreiras e obstáculos do caminho da equipe, dar feedback acionável e específico e, em última análise, permitir que as pessoas façam o que acham que é certo.

Reserve um tempo para refletir sobre o seu estilo de liderança.

Esta é uma oportunidade para refletir sobre o tipo de líder que você quer ser. Você quer ser o líder que só consegue fazer as pessoas reagirem por conta do seu cargo e da posição que você ocupa na hierarquia da organização, ou quer que as pessoas sintam que fazem parte do que você está fazendo? Agora é a hora de pensar sobre isso e mudar de acordo com a necessidade.

O trabalho de um líder não é microgerenciar, e sim permitir que as pessoas façam o melhor trabalho possível, fornecer orientação, estar presente para dar feedback construtivo e acionável e cobrar responsabilidades. A última coisa que você deve fazer como líder, especialmente em tempos de incerteza, é minar a energia e o entusiasmo da sua equipe por estarem fazendo o trabalho deles.

Lição nº 3: É hora de voltar aos conceitos básicos de marketing: compartilhar soluções para os problemas

Em meio à pandemia da COVID-19, se você é um profissional de marketing e não está pensando: "Como o meu trabalho está ajudando agora?", além de não estar trabalhando da forma certa, você está prestando um desserviço aos seus clientes e à sua marca.

Nesse ambiente, aprendi que temos a oportunidade de trazer o marketing de volta à sua missão fundamental, que é ajudar alguém com um problema a encontrar uma solução para esse problema.

Por exemplo, atualmente muitas organizações governamentais ou do setor público estão enfrentando desafios sem precedentes. Na Oracle, queremos garantir que, ao buscar soluções para alguns desses desafios, essas organizações possam contar conosco e entender como podemos ajudá-las. Por exemplo, a colaboradora Shawna da nossa equipe compartilhou a ideia de atualizar nosso site para o setor público com informações mais específicas e claras sobre como a tecnologia Oracle pode ajudar os clientes do setor público a responder às necessidades dos cidadãos.

Um conceito simples, mas eficaz, que não se tratava de fazer marketing no ambiente da COVID-19. Tratava-se de garantir que as pessoas pudessem encontrar as informações certas. Foi assim que abordamos essa atualização, e não: "Vamos aproveitar esse marketing e promovê-lo através de postagens nas redes sociais". Foi uma mudança de mindset para: "Vamos garantir que aqueles que precisam possam encontrar ajuda".

A forma como os gerentes estão configurando e liderando suas equipes neste momento terá um impacto nos próximos anos. Agora é a hora de refletir sobre estratégias de liderança, trabalho remoto e como fazemos marketing de forma diferente.
                                                                                                            
Para obter mais informações e recursos da Oracle em relação à crise da COVID-19, visite nosso site.

* Nate Skinner é vice-presidente sênior, líder global de Marketing - CX na Oracle.

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