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Consolidação de banco de dados: por que e como fazer?

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Neste artigo, analisaremos por que as organizações decidem consolidar bancos de dados e algumas opções para a consolidação.

Por Christian Craft*

Consolidação de banco de dados significa executar bancos de dados em um conjunto comum de infraestrutura, mais frequentemente a fim de reduzir custos e aumentar a eficiência operacional. Os fatores comerciais e as abordagens para consolidação são os mesmos, independentemente de a consolidação ser feita em um data center on-premise ou na nuvem.

Neste artigo, analisaremos por que as organizações decidem consolidar bancos de dados, opções para a consolidação e abordaremos as seguintes questões e problemas:

•    Por que consolidar bancos de dados?
•    Por que consolidar bancos de dados no Exadata?
•    Como fornecer isolamento com a consolidação
•    Por que isolar bancos de dados?
•    Como isolar bancos de dados no Exadata
•    Não exagere no isolamento: Limite a proliferação virtual
•    Como deter vizinhos barulhentos: Use o Resource Manager
•    Como simplificar: Use Formas de Recursos
•    Reduzir o raio de explosão ainda significa uma explosão!
•    Como a Oracle fornece disponibilidade de banco de dados?
•    Como o Oracle Converged Database ajuda?

Este artigo se destina a dar ao leitor uma melhor compreensão dos fatores comerciais por trás da consolidação, bem como das ferramentas disponíveis para alcançar o melhor equilíbrio entre consolidação e isolamento a fim de atender às metas de negócios. As abordagens excessivamente simplistas defendidas por alguns frequentemente resultam em custos mais elevados e aumento do trabalho para as equipes de operações.

-Leia mais: Quatro mudanças tecnológicas que estão remodelando o banco de dados corporativo

Por que consolidar bancos de dados?
As considerações comerciais são o principal fator por trás da consolidação de bancos de dados. As organizações estão constantemente buscando maior eficiência, realizando mais trabalho com menos esforço, ao mesmo tempo em que ainda cumprem as metas de negócios. Os fatores comerciais da consolidação são:

•    Redução de custos
•    Simplicidade
•    Segurança

Os custos são menores com a consolidação porque os mesmos bancos de dados são executados em menos hardware. Isso também se aplica em implantações em nuvem porque as empresas ainda estão pagando pelo uso do hardware subjacente. Pode ser mais difícil de rastrear e visualizar em alguns ambientes de nuvem, mas mais hardware significa maior custo. Independentemente de seus bancos de dados serem implantados em hardware de seu data center on-premise ou em um data center na nuvem, a utilização desses sistemas gerará custos.

A simplicidade é essencialmente outro fator de redução de custos porque resulta em menos mão de obra. Preferimos nos concentrar nos aspectos de simplificação porque nem sempre há uma linha direta da redução da mão de obra até a redução de custos. Simplificar uma área normalmente significa que o pessoal é deslocado para outras e se concentra em um trabalho de valor mais alto.

Consolidação significa menos itens de configuração que uma organização precisa gerenciar, o que requer menos esforço e permite que as pessoas se concentrem em outro trabalho de valor mais alto. Simplificar a Tecnologia da Informação também torna uma organização mais ágil e mais capaz de responder às necessidades de negócios em vez de se concentrar em gerenciar a complexidade inerente a sistemas divergentes.

Os desenvolvedores de aplicativos também obtêm benefícios da simplificação por meio da padronização no banco de dados convergente da Oracle. O Oracle Database atende às necessidades de TODOS os desenvolvedores de aplicativos porque é um único banco de dados convergente em vez de várias tecnologias incompatíveis. Uma única tecnologia para aprender e desenvolver em vez de muitas.

Os desenvolvedores não precisam escolher um banco de dados específico que atenda a um único propósito, tornando as decisões de desenvolvimento mais fáceis e permitindo que os desenvolvedores se concentrem em novos requisitos de negócios.

A segurança é melhorada pela consolidação e padronização, o que minimiza o número de vulnerabilidades contra as quais uma organização tem de se proteger. A consolidação força as empresas a padronizar em menos tecnologias, o que permite que a organização se concentre em empregar as melhores práticas necessárias para proteger aquelas tecnologias.

A consolidação também resulta em menos instâncias de cada uma delas, dando às empresas menos pontos de vulnerabilidade, bem como uniformidade dos sistemas. A consolidação também permite que as organizações implementem correções de segurança mais rapidamente, pelo simples fato de haver menos sistemas para gerenciar.

Por que consolidar bancos de dados no Exadata?
O Exadata é a plataforma ideal para consolidar bancos de dados, pois se baseia em e fortalece os principais fatores comerciais descritos acima. O Exadata inclui uma ampla gama de inovações projetadas especificamente para torná-lo a plataforma mais eficaz para consolidação. Com mais de 10 anos no mercado e milhares de sistemas implantados, o Exadata é a melhor escolha para consolidação de banco de dados devido a considerações de:

•    Custo
•    Simplicidade
•    Segurança
•    Disponibilidade
•    Desempenho

O custo é um fator comercial fundamental, e os custos são reduzidos utilizando-se plenamente as capacidades do Exadata. O alto desempenho do Exadata permite atender mais bancos de dados, resultando em menores custos. Muitas organizações implantaram seus primeiros sistemas Exadata apenas para sistemas críticos, onde o investimento excessivo era frequentemente justificado.

Por exemplo, um cliente executa mais de US$ 1 bilhão em negócios em um único grande sistema Exadata, então, se esse sistema for usado em apenas 20%, seu custo é facilmente justificável pela natureza crítica do aplicativo para a organização. Fazer um melhor uso de sistemas Exadata resulta em custos muito mais baixos e torna o Exadata competitivo em termos de custo com outras plataformas.  Qualquer ativo que seja apenas 10% ou 20% utilizado não será econômico, portanto, reduzimos o custo do Exadata simplesmente usando-o mais por meio de consolidação.

A simplicidade das operações já é melhorada apenas pela consolidação, mas consolidar com base no Exadata resulta em simplificação maior. O Exadata é uma plataforma única que pode executar qualquer Oracle Database, em qualquer escala, com qualquer carga de trabalho.

O Exadata é o único sistema de escala empresarial totalmente integrado que inclui servidores, armazenamento, sistema operacional, drivers, gerenciador de volume lógico, Clusterware e Oracle Database em um único pacote. Outras plataformas convergentes (ou hiperconvergentes) também carecem de componentes críticos, como RDMA over Converged Ethernet (RDMA em Ethernet convergente), e Memória Persistente que o Exadata contém por padrão. Com mais de 11 anos de desenvolvimento, o Exadata inclui práticas operacionais padronizadas que contribuem para a simplicidade de operação. O cuidado e a alimentação padronizados da Exadata foram incorporados ao Oracle Cloud (e Exadata Cloud at Customer) para aumentar ainda mais a simplicidade.

A segurança é reforçada por meio de padronização e consolidação, mas o Oracle Database e o Exadata fornecem segurança ainda maior que outras soluções. A razão é que o Exadata é um sistema de "pilha completa", composto por servidores, sistema operacional, rede, armazenamento, máquinas virtuais, gerenciador de volume lógico e o software Oracle Database.

Somente a Oracle fornece uma única solução de pilha completa que inclui o Oracle Database. E a Oracle garante a segurança executando os scanners de segurança mais comumente usados na a pilha completa, e trabalha para resolver quaisquer problemas de segurança em cada versão sucessiva do produto. Nenhum outro produto no mercado fornece uma base tão segura, e essa mesma base é usada no Oracle Cloud para fornecer a solução de segurança de banco de dados mais abrangente possível.

A disponibilidade é sempre uma preocupação em ambientes consolidados porque mais bancos de dados e mais aplicativos de negócios dependem de menos sistemas. O escopo do impacto de falha é potencialmente aumentado quando bancos de dados são consolidados, portanto, a disponibilidade é sempre uma preocupação. O Exadata lida com essas preocupações de disponibilidade por meio da integração estreita com os princípios do Oracle Maximum Availability Architecture (MAA). O Exadata é capaz de fornecer os mais altos níveis de disponibilidade do setor.

O Exadata também fornece vários níveis de consolidação vs. isolamento, de modo que consolidar no Exadata não é simplesmente uma proposta de “ou um ou o outro”. Todas as ferramentas necessárias para atender aos requisitos de disponibilidade estão incluídas no Exadata, como discutiremos em sessões posteriores.

Desempenho de bancos de dados nem sempre significa fornecer os níveis mais altos de desempenho, o que a Exadata certamente pode fazer. O desempenho inigualável do Exadata é aproveitado para alcançar maior densidade em ambientes de consolidação de banco de dados. 

O Exadata também permite que os administradores forneçam o nível adequado de desempenho para as necessidades de cada aplicativo de negócios. O nível de desempenho pode ser facilmente controlado com o Exadata simplesmente controlando a quantidade de recursos alocados a cada banco de dados.

Isolamento com consolidação
A consolidação e o isolamento do banco de dados não são mutuamente excludentes. Ainda é possível atender aos requisitos de isolamento em um ambiente de consolidação. O Exadata (on-premise ou na nuvem) inclui todos os recursos necessários para consolidar bancos de dados, ao mesmo tempo em que ainda fornece isolamento, quando necessário, entre aqueles bancos de dados. O objetivo é reduzir custos, simplificar o gerenciamento e melhorar a segurança, enquanto ainda oferece a disponibilidade e o desempenho necessários de que as organizações precisam.

Primeiro precisamos considerar POR QUE bancos de dados precisam ser isolados, depois veremos COMO usamos as ferramentas disponíveis no Exadata para fornecer o isolamento necessário.

Por que isolar bancos de dados?
Existem 6 fatores que explicam por que os bancos de dados precisam ser isolados vs. consolidados dentro do ambiente operacional, como se segue:

•    Localização física
•    Separação administrativa
•    Separação da segurança
•    Manutenção (aplicação de patches e upgrades)
•    Raio de explosão (escopo do impacto de falhas)
•    Gerenciamento de recursos

Localização física inclui a disposição de bancos de dados e sistemas em certas regiões geográficas ou data centers, bem como dentro de subdivisões específicas da região ou do data center, comumente chamados de Domínios de Disponibilidade. As organizações normalmente exigem que os sistemas de produção e de recuperação de desastre se situem em locais físicos diferentes.

As necessidades de negócios também podem ditar que os sistemas "standby local" residam em um Domínio de Disponibilidade diferente adjacente ao local do sistema de produção ou de recuperação de desastre. Os requisitos de negócios também podem ditar a localização física dos sistemas de desenvolvimento e teste.

A localização física de um sistema também pode ser ditada pela localização de usuários ou de sistemas da camada de aplicativos.

Separação administrativa refere-se a organizações que têm várias equipes de DBAs ou outras necessidades para separar bancos de dados do ponto de vista administrativo, como ter diferentes administradores para sistemas de desenvolvimento, teste e produção. Isso também é comum em provedores de SaaS (Software como um Serviço), onde os clientes têm acesso administrativo, ou o provedor de serviços tem equipes separadas que administram bancos de dados para seus clientes. Em ambos os casos, o fato de haver várias equipes administrativas significa que aqueles bancos de dados têm de ser administrativamente isolados uns dos outros.

Separação de segurança significa aplicar diferentes controles de segurança a dados confidenciais, frequentemente incluindo o uso de redes dedicadas para atender a bancos de dados específicos (LAN de quarentena, etc.). Esses bancos de dados confidenciais normalmente estão sujeitos a normas de segurança mais elevadas, como por razões regulamentares (HIPAA, PCI, PII, etc.). Essas normas de segurança mais elevadas normalmente aumentam o custo desses sistemas, de modo que esses bancos de dados são tipicamente isolados de outros para contenção de custos. Os bancos de dados devem ser isolados uns dos outros nos casos em que os requisitos de segurança diferem consideravelmente entre si.

As considerações de manutenção incluem aplicação de patches e upgrades de servidores, bancos de dados e qualquer infraestrutura de apoio. A maior preocupação com a manutenção são os grandes upgrades de versão na camada de infraestrutura (SO, banco de dados, etc.), em que há maior potencial de mudanças funcionais que podem afetar a forma como os serviços operam, além de maior tempo de inatividade potencial para realizar esses upgrades.

A manutenção também inclui a aplicação de patches individuais ou atualizações de produtos, o que também pode afetar a disponibilidade do banco de dados. Os bancos de dados ou grupos destes devem, portanto, ser isolados uns dos outros para fins de manutenção.

Considerações sobre o raio de explosão (ou isolamento de falhas) referem-se ao escopo do impacto que qualquer falha tem. Agrupar bancos de dados significa que o escopo do impacto pode ser mais amplo e afetar mais partes da organização. O raio de explosão é uma consideração quando se consolidam bancos de dados em servidores físicos, máquinas virtuais ou ao consolidar bancos de dados como bancos de dados conectáveis em bancos de dados de contêiner.

Gerenciamento de recursos refere-se a garantir que cada banco de dados receba os recursos de que precisa, bem como a proteger contra o problema de "vizinho barulhento”. Uma abordagem para o gerenciamento de recursos é isolar bancos de dados em máquinas físicas ou virtuais dedicadas, mas recomendamos simplesmente usar o Oracle Resource Manager.

O Exadata gerencia automaticamente a priorização do trabalho em toda a pilha de recursos do sistema, da CPU à E/S, incluindo priorizar solicitações críticas de E/S acima de E/S não críticas e priorizar OLTP acima de cargas de trabalho de análise. O Exadata também dá aos administradores controle sobre a priorização por meio de planos de recursos.

Como isolar bancos de dados no Exadata
Agora que estabelecemos o motivo de isolar bancos de dados, há também a questão de como os bancos de dados são implantados de forma isolada. Com o Exadata (on-premises ou na nuvem), temos 5 opções de como isolar bancos de dados, como se segue:

•    Isolar por servidores físicos
•    Isolar por máquina virtual
•    Vários bancos de dados por máquina física/virtual
•    Vários bancos de dados conectáveis por contêiner
•    Oracle Resource Manager (DBRM e IORM)

Recomendamos o uso criterioso de TODAS essas abordagens para implantar bancos de dados em sua infraestrutura de Tecnologia da Informação, seja ela implantada on-premises ou na nuvem. Os gerentes de infraestrutura devem determinar como e quando isolar vs. consolidar bancos de dados. Isolamento excessivo, como o modelo "um banco de dados por máquina virtual” resulta em alto custo de operação, portanto recomendamos uma abordagem mais equilibrada.

O uso excessivo de virtualização leva ao que é conhecido como "proliferação virtual", descrita na próxima seção.

Não exagere no isolamento: Limite a proliferação virtual
No passado, os data centers frequentemente sofriam de proliferação (proliferação física), em que cada aplicativo e seu(s) banco(s) de dados eram executados em seus próprios servidores físicos.

A tecnologia de máquina virtual permitiu às organizações de TI conter a onda de proliferação física, mas isso frequentemente resultava no que é conhecido como proliferação virtual. O aumento da densidade de computação e armazenamento também permitiu que uma carga de trabalho maior fosse colocada na mesma área ocupada (física), porém usando virtualização para manter o mesmo isolamento (ou até maior) entre as cargas de trabalho.

Você criará um pesadelo administrativo e custos mais altos rapidamente se cada banco de dados for implantado em uma máquina virtual dedicada. Você pode atender às necessidades dos seus usuários de aplicativos de negócios com facilidade adotando uma abordagem mais criteriosa para implantar bancos de dados usando toda a gama de opções à sua disposição. A orientação fundamental é usar a ferramenta certa para a tarefa, como usar o Oracle Resource Manager para gerenciar recursos.

Como deter vizinhos barulhentos: Use o Resource Manager
Não há nenhuma razão para isolar Oracle Databases simplesmente para fins de gerenciamento de recursos. Isole bancos de dados pelas razões certas, como separação administrativa, separação de segurança, fins de manutenção e raio de explosão, não para gerenciamento de recursos.

Podemos garantir facilmente que cada banco de dados receba a quantidade apropriada de recursos usando o Oracle Database Resource Manager (DBRM) e implantando sistemas que são muito mais simples de gerenciar em comparação com o uso excessivo de virtualização. 

Existem 4 recursos primários que precisam ser gerenciados em qualquer sistema:

•    CPU
•    Memória
•    Processos
•    E/S

A CPU é gerenciada com o Oracle Database Resource Manager (DBRM), usando compartilhamentos e limites (ou Dynamic CPU Scaling no 19c) dentro de um banco de dados de contêiner, Instance Caging (CPU_COUNT) entre contêineres e bancos de dados não conectáveis e dentro de bancos de dados usando Grupos de Consumidores. 

O DBRM nos dá controle de TODOS os tipos de bancos de dados e cargas de trabalho, e está integrado com o IORM (veja detalhes abaixo).

O uso de memória para bancos de dados Oracle é gerenciado controlando-se as configurações de SGA (Área Global de Sistema) e PGA (Área Global de Processo), que são amplamente cobertas no white paper de Consolidação de Banco de Dados MAA aqui.

Os processos dentro de bancos de dados Oracle são gerenciados por controles para sessões e servidores paralelos de consulta, e esse modelo também é abordado no white paper de Consolidação de Banco de Dados MAA mencionado acima.

Os recursos de E/S são muito mais simples de gerenciar no Exadata porque temos o IORM (I/O Resource Manager). O Exadata é hardware e software integrados, abrangendo tanto computação quanto armazenamento. Usar o IORM Objective "auto” permite que o IORM herde as mesmas proporções de recursos definidas para a CPU no DBRM, para que você tenha um conjunto de controles que lida com tudo.

Veja nossa série de demonstrações de Gerenciamento de Recursos (que começa aqui) que mostra como você pode gerenciar recursos entre bancos de dados conectáveis, entre bancos de dados de contêiner e bancos de dados não conectáveis, e até mesmo dentro de bancos de dados usando Grupos de Consumidores.

Como simplificar: Use Formas de Recursos
É claro que recomendamos estabelecer um conjunto padronizado de “formas de recursos" para escolher, em vez de fazer de cada banco de dados um floco de neve único e especial. É muito mais fácil gerenciar um grande número de bancos de dados se todos eles seguirem alguns padrões, incluindo os recursos atribuídos a eles.

Usar Formas de Recursos significa que você estabelece formas com as mesmas proporções para os seguintes recursos:

•    CPU
•    Memória (SGA e PGA)
•    Processos (sessões e servidores de PQ)
•    E/S

Abordei esse ponto em detalhes no white paper de Melhores Práticas de MAA sobre Consolidação de Dados(disponível aqui). O white paper inclui diferentes alocações para bancos de dados de DW vs. OLTP, então você verá 2 tabelas diferentes de Formas de Recursos. Os sistemas de DW precisam de uma memória PGA maior e mais processos são dedicados ao processamento paralelo que em sistemas de OLTP.  Você verá essas diferenças nas tabelas de forma de recursos.

Reduzir o raio de explosão ainda significa uma EXPLOSÃO!
Reduzir o “raio de explosão” isolando bancos de dados em diferentes servidores físicos ou máquinas virtuais NÃO elimina a explosão (significando “falha”). O que um raio de explosão menor dá a você são peças menores e mais fáceis de consertar, pelo simples fato de serem menores. Implantar sistemas menores como máquinas virtuais reduz o raio de explosão, mas é apenas uma peça do quebra-cabeça. 

Resumindo, reduzir o raio de explosão não aumenta necessariamente a disponibilidade, mas pode ajudar a reduzir a duração de uma interrupção.  Maiores números de sistemas menores (virtuais) também aumentam a mão de obra associada ao gerenciamento desses sistemas, portanto ainda precisamos considerar toda a gama de ferramentas que garantem que os sistemas permaneçam disponíveis.

Assim, precisamos nos concentrar no conjunto completo de ferramentas disponíveis para oferecer alta disponibilidade a Oracle Databases.

Como o Oracle Database fornece disponibilidade?
A disponibilidade é ainda mais importante quando os bancos de dados são consolidados. Ainda pode haver uma “explosão” que incapacita um banco de dados ou um conjunto destes, o que afetará pelo menos alguns dos seus usuários, se não todos, dependendo de como seu aplicativo utiliza aqueles dados.

•    Principais recursos da alta disponibilidade do Oracle Database
•    Oracle Real Application Clusters
•    Oracle Active Data Guard
•    Oracle Application Continuity

Os principais recursos de alta disponibilidade do Oracle Database se tornaram algo que quase nem consideramos atualmente, mas ainda são enormes diferenciais em comparação com outros bancos de dados no mercado.

Especialistas da Oracle frequentemente subestimam coisas como reconstruções de índice online, movimento de tabelas online e outros recursos que foram desenvolvidos ao longo dos anos. Fico surpreso com frequência ao ver que outros bancos de dados ainda não chegaram ao mesmo nível, e que alguns dos novos mecanismos de banco de dados ainda estão anos atrasados.

O Oracle Real Application Clusters (RAC) ainda é único no mercado após todos esses anos. Costumamos pensar no RAC para escalabilidade, mas ele também é uma grande parte da solução de disponibilidade do Oracle Database.

O Oracle Active Data Guard é a solução Oracle para fornecer réplicas de leitura (ou “farms de leitores”), mas também é uma parte crítica da solução de disponibilidade do Oracle Database. O Oracle Active Data Guard proporciona disponibilidade quando ocorre uma "explosão" (falha), mas também é usado para fornecer disponibilidade durante manutenção proativa.

O Oracle Application Continuity não obteve destaque suficiente na imprensa nos últimos mais de 5 anos, mas é mais uma funcionalidade completamente única que a Oracle oferece. As pessoas parecem se lembrar do TAF (Transparent Application Failover), mas o Application Continuity é um produto completamente diferente.  O TAF exigia alterações de código de aplicativo, enquanto o AC essencialmente transferiu grande parte dessa complexidade para o driver SQL para Oracle. Para mais informações sobre o Application Continuity, consulte aqui.

O Oracle Database há muito superou as funcionalidades de aplicativos e o Application Contibuity preenche a lacuna. Os aplicativos precisam tolerar interrupções contínuas de um cluster do RAC, e o Application Continuity é o que faz isso acontecer. O Application Continuity é implementado via alterações de CONFIGURAÇÃO, não no código do aplicativo.

Como o Oracle Converged Database ajuda?
O banco de dados convergente da Oracle traz uma série de vantagens críticas para aplicativos baseados em dados em comparação com bancos de dados de solução pontual. 

Assista à palestra de Juan Loaiza sobre Aplicativos Baseados em Dados no OOW Londres 2019 para uma ótima conversa sobre este tópico. Embora bancos de dados de solução pontual sejam por vezes citados como os “melhores da categoria”, muitas deles não estão à altura dessa afirmação.

Você supõe que um banco de dados com um foco estreito poderia fazer melhor aquele trabalho, mas esse não é necessariamente o caso.

As vantagens do banco de dados convergente da Oracle incluem:

•    Flexibilidade de modelagem de dados
•    Movimentação de dados simplificada
•    Habilidades portáteis de desenvolvedor
•    Maior produtividade dos programadores
•    Qualquer carga de trabalho, quaisquer dados
•    Consolidação e isolamento simplificados
•    Qualquer tamanho, qualquer escala

A flexibilidade de modelagem de dados vem de haver um único banco de dados que satisfaz a toda a gama de necessidades de modelagem de dados. Embora os desenvolvedores possam tomar a decisão perfeita e escolher o banco de dados de solução pontual exato necessário, os requisitos mudam com frequência.

Uma equipe de desenvolvimento pode escolher um banco de dados relacional, apenas para descobrir que alguns dados realmente precisam de uma abordagem de modelagem diferente, como documentos JSON.

Embora os Oracle Databases possam ser implantados usando UMA ÚNICA técnica de modelagem (Relacional, Documento, Esquema em estrela, Gráfico de propriedades, etc.), você também pode usar VÁRIAS abordagens de modelagem dentro do mesmo Oracle Database.

Já trabalhei com dados que não se enquadravam facilmente no modelo relacional, por isso é ótimo poder usar documentos JSON ou outra técnica que se ajuste melhor a certas partes do seu modelo de dados.

A movimentação de dados simplificada vem do uso do mesmo Oracle Database tanto no lado de envio e quanto no de recebimento. Essa movimentação de dados é muito mais fácil se os dados residirem em um único banco de dados compartilhado, mas é mais fácil entre Oracle Databases porque ambos os bancos de dados usam as mesmas ferramentas, os mesmos drivers, os mesmos tipos de dados, etc.

A movimentação de dados pode ser completamente eliminada em casos em que aplicativos compartilham os mesmos dados, como OTLP e Relatórios combinados em um único banco de dados (sim, isso é possível e bastante comum com a Oracle).

A movimentação de dados também pode ser bastante dispendiosa em ambientes de nuvem, o que é outro benefício do uso do banco de dados convergente Oracle em vez de vários bancos de dados de solução pontual.

As habilidades portáteis de desenvolvedor são um benefício importante do banco de dados convergente Oracle, que permitem que os desenvolvedores trabalhem em QUALQUER aplicativo ou microsserviço que use o mesmo banco de dados sem retreinamento extenso.

Desenvolvedores que escrevem código de análise ou de mineração de dados podem mudar facilmente para uma equipe de desenvolvimento que trabalha em aplicativos transacionais ou vice-versa.

A maior produtividade do desenvolvedor vem de haver um conjunto comum de interfaces para todos os bancos de dados, independentemente de quais recursos são usados dentro de cada um deles. Qualquer recurso fornecido pelo banco de dados representa código que NÃO precisa ser escrito por um desenvolvedor.

Qualquer carga de trabalho, quaisquer dados – isso inclui aplicativos OLTP e de análise tradicionais, mas também inclui machine learning, blockchain, gráficos de propriedades, análise de séries temporais, espacial, Internet das Coisas e processamento de eventos. O Oracle Database inclui recursos robustos nessas áreas que foram comprovados em muitas implantações em locais de clientes no mundo inteiro.

A consolidação e o isolamento simplificados ocorre por haver bancos de dados que executam, todos eles, o mesmo banco de dados convergente. Os administradores têm a flexibilidade de isolar os bancos de dados quando necessário, ou consolidá-los para aliviar o fardo administrativo, bem como para aumentar a eficiência dos recursos.

Os Oracle Databases podem até ser consolidados em um banco de dados de contêiner, para maior densidade e menor custo de operação. Sim, isso também se aplica a ambientes de nuvem, em que os custos podem aumentar facilmente.

A conclusão é que você simplesmente não pode fazer isso com vários mecanismos de banco de dados divergentes, como um para OLTP relacional, um para DW relacional de esquema em estrela, um para documentos JSON, etc.

O Oracle Database pode lidar com bancos de dados ou cargas de trabalho de qualquer tamanho, qualquer escala. É incrível para mim que outros bancos de dados não tenham alcançado o da Oracle depois de todos esses anos. Ainda encontramos clientes que enfrentam uma migração de banco de dados (para Oracle) porque o mecanismo de banco de dados que escolheram simplesmente não consegue acompanhá-los.

O Oracle Database é capaz de dar suporte facilmente a bancos de dados pelo menos 10 vezes maiores do que os com que nossos concorrentes podem lidar, e a plataforma Exadata simplesmente eleva esse número.

Resumo
Há fatores comerciais comuns por trás da consolidação de banco de dados, que incluem a necessidade de reduzir custos, simplificar a Tecnologia da Informação e melhorar a postura de segurança da organização. A consolidação de banco de dados normalmente levanta preocupações sobre o impacto na disponibilidade e o risco para a organização que podem acompanhar qualquer esforço de consolidação.

O Exadata lida com essas preocupações proporcionando benefícios em termos de custo, simplicidade e segurança aprimorada, ao mesmo tempo em que ainda oferece o nível de disponibilidade de que as organizações precisam.

O alto desempenho do Exadata pode ser usado para oferecer desempenho de aplicativos de nível internacional e também para gerar uma densidade mais alta de consolidação a fim de reduzir custos.

Recomendamos o uso de toda a gama de recursos disponíveis para alcançar os níveis necessários de isolamento de banco de dados ao consolidar no Exadata, incluindo o uso de isolamento físico, máquinas virtuais, vários bancos de dados de contêiner e o Oracle Resource Manager para controlar vizinhos barulhentos. Enfim, é o uso do Oracle Database convergente que permite que as organizações padronizem e consolidem.

*Christian Craft é Diretor Sênior, Gerência de Produtos na Oracle

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