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Como abandonar a mentalidade defensiva com relação a tecnologias corporativas

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A maioria das empresas ainda investe em tecnologia para proteger os sistemas localizados que já possuem. A tecnologia em nuvem, no entanto, permite soluções mais modernas e com custo menor.

Por Mark Hurd*

Os gastos com tecnologias para consumidores ultrapassarão os gastos com tecnologias corporativas pela primeira vez em 2019, segundo algumas estimativas. Isso deve-se em parte porque o consumidor típico compra um smartphone, fones de ouvido, um monitor de atividades físicas, um aplicativo de produtividade, um sistema de automação residencial, uma smart TV e outras tecnologias "essenciais" novas a cada dois ou quatro anos, enquanto uma empresa típica mantém sua tecnologia por uma década ou mais. Os principais aplicativos em algumas empresas são anteriores à era da Internet comercial. 

A diferença mais importante entre as tecnologias para consumidores e as tecnologias corporativas não é o montante de gastos, mas, sim, a forma como o dinheiro é gasto. Os gastos com tecnologias para consumidores ocorrem principalmente em iniciativas de ataque, uma vez que as pessoas compram os dispositivos, aplicativos e serviços mais recentes e mais inovadores para melhorar suas vidas. A maior parte dos gastos com tecnologias corporativas ainda ocorre como forma de defesa: manutenção, integração e proteção de sistemas legados. 

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Na verdade, a maioria dos CIOs das empresas ainda gasta 80% ou mais de seus orçamentos de TI nesse modo defensivo, gerenciando os aplicativos e a infraestrutura que possuem há muito tempo. Isso deixa pouco tempo e dinheiro para investir em novas tecnologias, capacidades digitais e estratégias de negócios inspiradas no digital.

Esses aplicativos legados, bem como os servidores, o armazenamento e outras infraestruturas que os suportam, constituem uma forma de dívida tecnológica. Pense no tempo dos funcionários e nas tarifas de manutenção que as empresas precisam continuar pagando para seus sistemas locais como um juros crescente sobre a dívida tecnológica — tempo e dinheiro que não servem para nada além de manter as empresas no status quo.

Transição para a nuvem

Para a maioria dos CIOs, a questão não é se as empresas precisam se livrar dessa dívida tecnológica. Eles entendem o que está em jogo; seus CEOs e conselhos administrativos os pressionam para que modernizem a tecnologia e cortem custos ao mesmo tempo. 

A questão é como se livrar dessa dívida tecnológica — e com que rapidez. Porque, se essa transição tecnológica não acontece de forma fluida, os problemas surgem rapidamente: negócios não são fechados, as cadeias de suprimentos quebram, produtos não são entregues, contas não são pagas.

Então, de que maneira as empresas podem partir para o ataque? A primeira coisa a fazer é abandonar a estratégia tecnológica que os mantém em uma mentalidade defensiva. Eles estão na defensiva porque a maioria dos aplicativos que executam seus principais processos de negócios têm sido tão personalizados que ficaram caros de manter em execução e difíceis de descartar, além de ser quase impossível modernizá-los.  

É por isso que a mudança para serviços em nuvem é tão importante, pois permite que as empresas liquidem suas dívidas tecnológicas em parcelas administráveis. Em vez de ter que possuir data centers próprios e gerenciar seus aplicativos (e a infraestrutura associada), as empresas podem recorrer a provedores de nuvem para realizar esse trabalho pesado — um aplicativo de cada vez. 

Além disso, os clientes recebem automaticamente as mais recentes atualizações de aplicativos — incorporando inteligência artificial, blockchain e outras tecnologias emergentes — em vez de passar um ano ou mais trabalhando com integradores de sistemas em atualizações caras e complexas para obter essa funcionalidade moderna. Uma vez que as assinaturas de nuvem cobrem integralmente o servidor de apoio e a capacidade de armazenamento, bem como as pessoas necessárias para dar suporte a isso, esses serviços podem custar cerca de 25% menos que as alternativas locais e são mais seguros por projeto.

Explique apenas a parte da economia de custos a qualquer CEO e o negócio será fechado na manhã seguinte. Mais importante do que a economia de custos absoluta, no entanto, é a capacidade de as empresas reinvestirem essas economias em um comércio novo e expandido, em marketing personalizado, no desenvolvimento de talentos, no planejamento financeiro, em análises preditivas e em outras iniciativas digitais.

Os CIOs mais astuciosos já estão medindo exatamente quanto de seus orçamentos de TI suas organizações estão gastando em sistemas e processos legados versus novos, e desenvolveram um plano de longo prazo para transferir esses gastos do antigo para o novo. Seu principal desafio agora é fazer essa transição para a nuvem com o mínimo de interrupção em suas operações principais. Eles entendem que o futuro de seus negócios está em jogo.

* Mark Hurd é CEO da Oracle.

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