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As 4 principais prioridades dos CFOs para 2020

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Para que suas empresas tenham uma base financeira sólida, independentemente dos ciclos econômicos, os CFOs precisam se concentrar no longo prazo.

Por Margaret Harrist*

Os CFOs estão assumindo um papel estratégico mais amplo em suas empresas, direcionando seus departamentos de finanças e toda a empresa rumo a um mundo desconhecido, orientado por dados.

Em uma pesquisa com CFOs realizada pela Oracle NetSuite no ano passado, 38% dos entrevistados disseram que lidar com muitas responsabilidades é seu principal desafio, seguido pelo gerenciamento do fluxo de caixa (34%) e pela falta de acesso a informações precisas em tempo real (29%).

E, em 2020, os CFOs provavelmente terão que enfrentar esses desafios no contexto de pressões econômicas crescentes.

-Leia mais: O poder da análise nas mãos do departamento financeiro

No relatório "CFO Signal" produzido pela Deloitte para o quarto trimestre de 2019, 97% dos CFOs entrevistados disseram acreditar que uma desaceleração já havia começado ou que iria ocorrer em 2020. Esse sentimento teve eco em um relatório produzido pela Fuqua School of Business da Duke University e da CFO Magazine, que mostrou que mais da metade dos CFOs americanos pesquisados acha que o país entrará em recessão até o quarto trimestre de 2020; 76% deles acreditam que uma recessão começará em meados de 2021.

Em preparação para isso, mais da metade dos CFOs incluídos na pesquisa da Duke disseram estar focados em reforçar os balanços patrimoniais de suas empresas e/ou cortar custos; 54% estão estocando dinheiro para gerar liquidez.

Mas, para que suas empresas tenham uma base financeira sólida, independentemente dos ciclos econômicos, os CFOs precisam se concentrar no longo prazo. Recomendamos que foquem nestas quatro prioridades cruciais no ano à frente.

1. Mude de planilhas desconectadas para insights integrados
Sem uma compreensão das diversas interdependências em uma empresa, o corte de custos pode aumentar as margens de lucro no curto prazo, mas, nesta era digital em rápida evolução, também pode criar uma desvantagem estratégica.

As equipes de finanças jamais verão essas interdependências enquanto ficarem gastando um tempo excessivo procurando e reconciliando dados em planilhas espalhadas pela empresa. Quando os relatórios ficam prontos, os dados já estão desatualizados. Os próprios CFOs passam mais tempo analisando planilhas do que fazendo qualquer outra coisa — uma média de 2,24 horas por dia, segundo a pesquisa da Oracle NetSuite.

"Tomar decisões o mais instantaneamente possível é sempre uma prioridade para empresas de todos os tipos — e essas decisões precisam levar em conta volumes maiores de dados diversos", diz Howard Morof, CFO da Altair, uma empresa global de tecnologia que fornece soluções nas áreas de desenvolvimento de produtos, computação de alto desempenho e análise de dados. "Assim como todos os meus colegas, estou focado em fazer o fechamento dos nossos livros mais rapidamente — e isso vai exigir a integração de uma variedade de sistemas."

Satyanarayanan Sundararajan, consultor sênior na área de Oracle Cloud ERP da Cognizant, escreveu em um recente post de blog (em inglês) que a próxima geração de líderes financeiros "precisará obter um conhecimento profundo dos negócios de suas empresas, do cenário competitivo em que elas operam e dos fatores não financeiros de crescimento e lucratividade. Obter essa perspicácia os ajudará a aprimorar suas consultas, para que os insights que eles estão obtendo com os dados sejam mais dinâmicos e úteis."

Esses insights não podem ser apenas reativos. Os CFOs precisam ter estratégias baseadas em análises preditivas e abrangentes de dados internos e externos — mas ligar esses pontos exige a combinação certa de novos conjuntos de habilidades, processos de negócios e tecnologias.

2. Contrate e desenvolva novos conjuntos de habilidades
À medida que os departamentos de finanças ajudam a desenvolver a estratégia corporativa e novos modelos de negócios, eles precisam recrutar e treinar funcionários com diferentes conjuntos de habilidades, incluindo habilidades tecnológicas, como análise de dados, habilidades de análise de negócios e habilidades mais humanas, como liderar e influenciar pessoas.

Muitos departamentos de finanças não estão preparados para essa mudança. Em uma pesquisa com diretores financeiros realizada pela Oracle e pela Association of International Certified Professional Accountants em 2019, apenas 10% dos entrevistados disseram que suas equipes tinham as habilidades necessárias para apoiar a estratégia digital de suas organizações.   

Para desenvolver esses conjuntos de habilidades e promover a colaboração entre departamentos, 40% dos entrevistados disseram que estão fazendo uma rotação dos seus funcionários para outras funções. Mas, para liberar seu pessoal para esse trabalho, os departamentos de finanças precisam primeiro automatizar processos e tarefas mais mundanos.

Essa é uma das principais prioridades de Corey West, vice-presidente executivo, controller corporativo e diretor de contabilidade da Oracle, que migrou seus aplicativos financeiros — bem como a cadeia de suprimentos, o RH, vendas, marketing e outros aplicativos corporativos — para a Oracle Cloud.

"Estamos catalogando todos os pontos onde existe intervenção humana em nossos processos de negócios, e estamos trabalhando com a equipe de desenvolvimento de aplicativos Oracle para identificar recursos de automação usando IA, machine learning e robótica a fim de eliminar essas intervenções", diz West. "Nosso objetivo é criar um ambiente em que, uma vez iniciada uma transação, ela possa ser concluída sem intervenção humana."

Hoje, mais de 70% das operações de vendas da Oracle são "sem contato", o que significa que elas não precisam de intervenção humana para serem processadas, diz West, e a empresa já eliminou 35% das tarefas manuais de contabilidade. E, uma vez que os aplicativos financeiros baseados em nuvem atualizam os números em tempo real, os funcionários já não passam muito tempo rastreando e reconciliando dados, podendo, ao invés disso, dar foco às prioridades estratégicas, diz ele.

3. Veja os negócios de forma holística
O que pode parecer um processo de negócios para um cliente é, de fato, uma série de processos espalhados por várias funções. Ainda que cada área funcional esteja apresentando KPIs excelentes, é possível que a experiência do cliente seja ruim — e isso acabará prejudicando os resultados.

A área de finanças tem a perspectiva única de ver todas as operações de uma empresa. Isso pode ajudar a identificar as desconexões que resultam em uma experiência ruim para o cliente e a eliminar as ineficiências do processo que aumentam os custos ou colocam a empresa em desvantagem estratégica.

Essa é uma área de foco principal para Derrek Gafford, CFO da TrueBlue, que fornece pessoal, gerenciamento da força de trabalho e serviços de recrutamento.

Entre as iniciativas tecnológicas em que Gafford está focado está a solução JobStack da empresa, que usa algoritmos para otimizar o processo de correspondência de candidatos a vagas com base em suas habilidades e preferências. Outra iniciativa é a plataforma Affinix, que usa inteligência artificial, análise preditiva e chatbots para fornecer uma experiência de candidato semelhante à experiência de consumidores e simplificar a identificação de candidatos.

Gafford e o CEO da TrueBlue estão envolvidos em todos os comitês diretivos de tecnologia da empresa, os quais eles afirmam serem vitais para o crescimento futuro.

"Analisamos o custo da tecnologia, o valor que ela vai fornecer segundo métricas importantes e como ela vai aumentar o valor para os acionistas", diz Gafford. "Essas tecnologias são verdadeiros diferenciais para nós.

Acreditamos que podemos reduzir o tempo necessário para que um candidato passe pelo processo em cerca de 75%" — uma vantagem importante quando os clientes precisam preencher vagas rapidamente.

4. Estabeleça a base tecnológica certa
O apelo das tecnologias, especialmente as emergentes, como IA, IoT e blockchain, está atraindo muitos líderes de negócios. Mas os CFOs parecem ser mais cautelosos na hora de abraçar a última onda de tecnologias recentes, em comparação com seus colegas de outros departamentos.

Dos 166 CFOs entrevistados pela Oracle NetSuite, a maioria em empresas de rápido crescimento, 47% disseram que não têm planos de implementar essas novas tecnologias nos próximos três anos.

Em vez disso, a pesquisa revelou que eles estão altamente focados em estabelecer uma base sólida de processos e sistemas financeiros. Entre suas principais prioridades para os próximos dois anos, estão melhorar e acelerar a geração de relatórios, aumentar a receita, aumentar a visibilidade dos dados e implementar novos softwares financeiros.

Mas as novas funcionalidades técnicas e os modelos de negócios que elas viabilizam estão se transformando constantemente, exigindo que os CFOs explorem as implicações financeiras de novas estratégias, ofertas de produtos e abordagens de negócios. Ainda que as tecnologias emergentes não sejam uma atual prioridade para os CFOs, a base tecnológica escolhida por eles hoje pode limitar suas capacidades futuras.

Outra preocupação crítica para os CFOs ao avaliar tecnologias financeiras é a crescente e dinâmica ameaça das violações de segurança. Morof, da Altair, diz que sua empresa está gravitando em torno de tecnologias baseadas em nuvem há vários anos devido às suas vantagens de segurança.

"Não conheço ninguém entre os meus colegas, seja de empresas públicas ou privadas, que vá lhe dizer que não tem limitações de recursos", diz ele. "Na nuvem, alguém está se preocupando com você, ao mesmo tempo que você está se preocupando com algo mais estratégico, mais importante, e que vai, por fim, gerar mais valor para os seus negócios."

Morof valoriza também a elasticidade da nuvem — que permite aumentar ou diminuir a capacidade rapidamente e pagar apenas pelo necessário em um determinado momento.

"No passado, você tomava uma decisão e podia ter que viver com um certo tipo de sistema ou processo por muito, muito tempo", diz ele. "Hoje, com o ritmo da tecnologia, o ritmo da mudança e a capacidade de implantar tecnologias com muito mais facilidade na nuvem, as empresas podem ser mais flexíveis na escolha de ferramentas e mais dinâmicas. Essa é uma perspectiva realmente diferente da que as áreas de finanças tinham há alguns anos."

*Margaret Harrist é diretora de estratégia e implementação de conteúdo da Oracle

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