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O impacto da computação em nuvem e da automação na nossa sociedade, de indústrias a profissões.

  • March 14, 2018

Realidade Virtual e Realidade Aumentada prometem um futuro mais imersivo

Juana Pinkalsky
Innovation Marketing Manager Latin America

Tecnologias vêm se consolidando no mercado com avanços tanto para o uso comercial quanto para os usuários finais

 

Os avanços registrados nos últimos anos nas áreas de Realidade Virtual (VR, de Virtual Reality) e Realidade Aumentada (AR, de Augmented Reality) elevaram o potencial dessas tecnologias emergentes. Agora, elas permitem que empresas criem plataformas imersivas para os seus clientes e funcionários. Antes vistas apenas como hype ou algo superficial, elas estão se consolidando como um segmento importante no mercado.

 

Um levantamento da IDC publicado no final do ano passado estima que os gastos nesses setores chegarão aos US$17,8 bilhões em 2018, um aumento de quase 95% em relação aos US$9,1 bilhões previstos para 2017. E o ritmo deve se manter em alta nos próximos anos, já que a previsão é que os gastos com produtos e serviços das áreas registrem uma taxa anual de crescimento composto de 98,8% até 2021.

 

Disponível já há algum tempo e mais desenvolvida de forma geral, a Realidade Virtual será responsável pelos maiores gastos do mercado no próximo um ano e meio, conforme a consultoria. “A Realidade Virtual continuará a impulsionar níveis maiores de gastos nos próximos 12 a 18 meses, uma vez que os usos entre consumidores e empresas ganham tração. Atualmente existe um grande apetite por parte das empresas que veem um enorme potencial na tecnologia, desde o design de produtos até vendas no varejo e treinamento de funcionários”, explica o VP de aparelhos e AR/VR da IDC, Tom Mainelli.

 

“Enquanto isso, o mercado de AR entregará níveis mais modestos de gastos no curto prazo com a AR mobile em smartphones e tablets, provavelmente atraindo mais atenção por parte dos consumidores finais, enquanto que os head-mounted displays (nota: wearables no estilo de um óculos/capacete para a visualização de conteúdos em AR e VR) serão vendidos principalmente para uso comercial”, afirma Mainelli.

 

As vendas desses headsets mencionados acima, também chamados de HMDs, movimentarão uma receita de US$72 bilhões nos próximos 10 anos, conforme aponta a Gartner em uma pesquisa publicada no início de 2017. “Prevemos que entre 5 e 10 anos centenas de milhões de aparelhos HMD estarão nas mãos dos usuários, divididos entre os aparelhos com telas transparentes que permitem a visão através delas e aqueles que fornecem imersão total, como VR”, destaca a consultoria.

 

A Gartner prevê ainda uma evolução significativa na tecnologia por trás dessas plataformas. “A tecnologia vai evoluir de projetos piloto com crescimento modesto para modelos de negócios sustentáveis, maturidade de mercado e disponibilidade global. A tecnologia disponível em 2020 será marcadamente diferente de qualquer coisa disponível atualmente.”

 

Usuários finais

Os consumidores finais deverão continuar como a principal fonte de gastos previstos com produtos e serviços nas áreas de Realidade Virtual e Aumentada em 2018, de acordo com a IDC. Do total de US$17,8 bilhões que deverão ser gastos com AR e VR no mundo neste ano, cerca de US$6,8 bilhões virão do setor de consumo, conforme a companhia de pesquisas. “Quase três quartos desse total será para hardware e software de VR enquanto que os gastos com AR serão dominados pelas compras de software".

 

Uso comercial e nas empresas

Os avanços recentes das tecnologias continuarão impulsionando a adoção dessas plataformas nas empresas. Isso porque a IDC prevê que os setores comerciais responderão por mais de 85% do total de gastos no mundo com AR e VR em 2021.

 

Entre os benefícios que essas tecnologias podem trazer para as companhias estão o aumento da produtividade e a diminuição de risco, conforme aponta a Deloitte em um relatório. “As empresas esperam que o acesso a informações sem as mãos e a colaboração remota oferecidas pela AR e VR possam diminuir os riscos de erros, ferimentos ou cansaço.”

 

Por fim, o diretor de pesquisas da área de Customer Insights & Analysis da IDC, Marcus Torchia, destaca a evolução dessas tecnologias nos ambientes comercial e corporativo em um futuro próximo. “As entidades comerciais estão prontas para abraçar a Realidade Virtual tanto para usos voltados aos consumidores quanto usos internos. Existem muitas oportunidades aqui para desenvolver aplicações e hardware de grau comercial que atendam às necessidades desses mercados. Enquanto isso, a Realidade Aumentada baseada em smartphones deve reunir o maior interesse no curto prazo e muitas empresas já estão realizando experimentos com apps e serviços de AR. Alguns deles serão úteis, enquanto muitos outros não serão. Mas nos próximos 12 a 18 meses deveremos ver os desenvolvedores começarem a alcançar o potencial da Realidade Aumentada”, explica o especialista.

 

 

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