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  • August 21, 2019

O desafio sem precedentes da cibersegurança atual

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Especialistas da Oracle destacam importância crescente do tema nas empresas e como as novas tecnologias podem fazer a diferença.

Por Barb Darrow*

Complexidades tecnológicas e legais abundam nesta era em que as ameaças de cibersegurança estão elevadas — incluindo um aumento nos ataques cibernéticos patrocinados por Estados. Esse "desafio sem precedentes" foi o tema da conversa entre Dorian Daley, vice-presidente executiva e conselheira geral da Oracle, e Edward Screven, arquiteto-chefe corporativo da Oracle, durante o evento Media Days, da Oracle. Confira abaixo as cinco principais conclusões dessa conversa:

1. Algumas notícias boas: as empresas, hoje, estão muito mais cientes dos desafios da cibersegurança do que há apenas alguns anos, quando muitas consideravam a segurança, em geral, uma prioridade, mas não iam muito além desse pensamento, de acordo com Screven. "Isso tornou-se um tema central para nossos clientes", concordou Daley.

Leia mais: Cinco boas práticas para melhorar a segurança do seu banco de dados

2. Esses mesmos clientes gostariam de tornar a segurança de dados “o problema de outra pessoa”, e estão certos em pensar dessa forma, acrescentou Screven. Nesse contexto, essa "outra pessoa" seria um fornecedor de tecnologia, capaz de projetar tecnologia inerentemente mais segura do que aquela que empresas não tecnológicas poderiam projetar para si mesmas.

3. As regulamentações em torno da privacidade de dados estão ficando mais complicados, começando com o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia (UE), observou Daley. As questões de privacidade de dados e de segurança de dados constituem lados ligeiramente diferentes do mesmo problema, disse ela, acrescentando que "o que está acontecendo no lado da privacidade é realmente uma explosão de estruturas regulatórias em todo o mundo".

4. Não há muito que os funcionários possam fazer, por mais qualificados que sejam. Pesquisas recentes mostram que, embora a maioria das empresas cite o erro humano como uma das principais causas da falta de segurança de dados, elas também continuam direcionando mais pessoas para resolver um problema que na verdade não pode ser resolvido sem um nível de automação proporcional à sofisticação e ao volume dos ataques. "A consciência que se tem sobre o que a tecnologia pode realmente fazer para os clientes é insuficiente", observou Daley.

Atualizações e patches de software rápidos, "autônomos" ou autoaplicáveis são uma maneira sólida de mitigar ou mesmo evitar a perda de dados causada por ataques cibernéticos. Muitos dos ataques e dos subsequentes vazamentos de dados nos últimos anos poderiam ter sido evitados se os patches de software disponíveis tivessem sido aplicados em tempo hábil.

Tecnologias de inteligência artficial (IA) e machine learning são capazes de identificar um número muito maior de anomalias, como o acesso não autorizado ao sistema, que podem indicar problemas de segurança de forma muito mais rápida do que os especialistas humanos, eliminando problemas antes que eles se tornem graves.

5. Screven não acredita que tratados internacionais, caso pudessem ser elaborados, erradicariam os ataques cibernéticos patrocinados por Estados, uma vez que grande parte dessas atividades são realizadas debaixo dos panos por terceiros que podem ser negados pelos Estados.

Ou seja, "a mesma pessoa que hoje rouba seu cartão de crédito, amanhã vai tentar roubar planos para mísseis [Hellfire]", disse Screven.

*Barb Darrow é diretora sênior de comunicações da Oracle

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