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  • February 25, 2019

Cinco mitos sobre a nova versão do Java

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Mark Reinhold, arquiteto-chefe da plataforma Java da Oracle, desfaz cinco mitos sobre como o Java está mudando e garante que ninguém precisa se preocupar: o Java ainda é grátis.

Aconteceu mais no Java no ano passado que durante os últimos dez anos. A administração cuidadosa da Oracle forneceu aperfeiçoamentos focados em abrangência permanente da plataforma, e a palestra de Mark Reinhold no evento Oracle Code One, que aconteceu em São Francisco no final do ano passado, deixou claro que o Java continua aberto e gratuito.

Reinhold, arquiteto-chefe da plataforma Java da Oracle, reafirmou aos participantes que o Java está melhor do que nunca, com uma comunidade ativa e paridade completa entre Java Development Kits (JDKs) comerciais e de código aberto. “Não se preocupem, o Java ainda é grátis”, disse — recebendo louvor imediato no Twitter.

Após uma efusiva carta de amor ao Java de Matthew McCollough, presidente de serviços de campo do GitHub, que provou a máxima de que “quando empresas da Web crescem, se tornam oficinas de Java", Reinhold subiu ao palco do Oracle Code One para uma demonstração de novos recursos. Quais foram as três maiores mudanças do ano passado?

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Primeiro, disse ele, veio o processo de separar a enorme plataforma de 23 anos em 26 módulos padrão. Para ajudar a plataforma a ser mais rápida em áreas relevantes para os desenvolvedores, Reinhold explicou por que o CORBA e os módulos do Java Enterprise Edition (EE) que faziam parte do Java Standard Edition (SE) foram removidos. Finalmente, com dados da comunidade, ele explicou como a substituição do modelo multianual de versão por uma cadência rápida de seis meses anunciada no ano passado beneficia os desenvolvedores.

Se participação é uma medida de vigor, então o JDK 11 — a versão de setembro de 2018 — é um sucesso. Reinhold comentou: “O JDK 11 teve a maior contribuição externa que já vimos a qualquer versão.”

Tratando os cinco pontos de FUD

Reinhold seguiu para tratar dos cinco principais enganos (também conhecidos como medo, incerteza e dúvida, abreviados FUD em inglês) sobre o novo modelo de versão do Java:

1. Cada versão futura será tão inovadora quanto as passadas. “Não, isso não é verdade", observou. “A taxa de inovação não mudou. O que mudou foi a taxa de entrega de inovação.”

2. Versões não LTS (suporte de longo prazo) são apenas um nome enfeitado para uma versão beta. “Não. A única diferença de uma versão LTS é que ela tem um cronograma de suporte mais longo [três anos]”, disse Reinhold. “Você pode usar uma versão não LTS em produção, se quiser, mas saiba que terá de atualizá-la em seis meses, ou de encontrar alguém para dar suporte a ela, ou talvez de fazer isso você mesmo.”

3. Para remover um recurso antigo, este precisa ser preterido com três anos de antecedência. "Falso. Remover um recurso preterido requer uma compilação pronta para produção que emita um alerta adequado no tempo de compilação ou no tempo de execução — porque uma compilação de trabalho, afinal, é o método de lançamento definitivo.”

4. Se você mantiver um sistema migrado de forma infrequente, pode ignorar as versões não LTS. “Esse seria um plano ruim”, observou Reinhold. “Se você testar cada versão de recurso, estará pronto para migrar para a versão de suporte de longo prazo seguinte.”

5. Você não consegue receber mais de seis meses de suporte para qualquer versão não LTS e nunca mais de três anos para qualquer versão de LTS. “Não é verdade. Tudo depende do que membros não Oracle da comunidade do JDK decidirem fazer. Eles têm um histórico comprovado e estão discutindo como dar melhor suporte ao JDK 8 e JDK 11 no longo prazo.”

Reinhold passou o restante da palestra fazendo uma demonstração ao vivo de projetos futuros como Valhalla, Panama, Amber e Loom.

O Valhalla introduz tipos de valor e especialização genérica para possibilitar estruturas de dados de desempenho mais alto e amigáveis ao cache. O Panama facilita as conexões entre programas Java e código e dados bem definidos, mas "alheios" (não-Java). O Amber explora recursos de linguagem Java orientados à produtividade, como literais de cadeias de caracteres brutas, expressões de switch, correspondência de padrões e registros.

“O que o Amber busca é fornecer uma série de recursos de linguagem que permitam a você expressar mais claramente o que quer dizer”, comentou. “Como resultado de expressar o que quer dizer com mais clareza, o cliché tende a cuidar de si mesmo. É importante notar que não vamos otimizar o cliché, queremos manter as coisas legíveis.”

Finalmente, o Loom introduz threads leves de modo de usuário, chamados "fibras", para possibilitar código simultâneo mais simples e mais eficiente. Enquanto Reinhold demonstrou fibras, mostrou um gráfico de desempenho dos cinco resultados, depois aplicou zoom às fibras, que dispararam em milissegundos. “É realmente meio difícil ver os dados das fibras, porque os dados dos threads são tão grandes.”

A fonte da verdade

A capacidade de Reinhold demonstrar todos os recursos experimentais no palco angariou elogios de desenvolvedores em Java.

“Parei de ler muitos blogs nos últimos seis meses porque havia muita desinformação lá fora sobre o licenciamento da Oracle e o ciclo do JDK”, comentou Paul Webber, que é presidente do San Diego Java Users Group desde 2001. “Essa foi uma palestra de uma fonte responsável — provavelmente ele é a fonte da verdade — para eliminar os enganos. Ele sabe das coisas, e isso aumenta a credibilidade da apresentação.”

* Alexa Morales é estrategista de conteúdo e editora da Oracle.

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