Sábado Mar 21, 2009

Todo Software Tem Seu Preço

No meu outro blog, o Disk Chocolate, eu postei um tema pertinense à software livre: Todo Software Tem Seu Preço. Fala sobre os custos envolvidos em desenvolver algo, e em quem arca com esses custos quando não é o consumidor final que coloca a mão no bolso.

Mais importante do que isso é pensar na importância do software livre. Não só por ser gratuito, mas por ser democrático, por permitir que pessoas de diferentes necessidades tenham softwares diferentes, e que pessoas que não tem como pagar 700 dólares em um Photoshop possam editar suas imagens com o Gimp, por exemplo.

O que vocês acham desse tema? Já pararam para pensar a respeito?

Quarta-feira Fev 25, 2009

Diário de Uma Embaixadora de Campus, parte I

Quando você para e pensa nas coisas que acontecem, alguns fatos e sequências chegam a parecer... ligeiramente irônicos. 

Eu fiz um curso técnico de informática, na Escola Técnica Tupy, em Joinville. Meu desejo de fazer esse curso começou anos antes, fruto de uma admiração pelo meu pai: ele fizera esse curso e eu admirava o trabalho dele, logo, era apenas lógico eu querer fazer o mesmo curso. Além do mais, que área melhor para uma perfeita sedentária que gosta de ficar horas sentada na frente de um computador do que a área de informática?

Adoravas as primeiras aulas de programação - ficar pensando na melhor maneira de fazer cálculos simples era quase um hobby. No ano seguinte, veio o Java. Eu odiei, com todas as minhas forças. Era uma coisa confusa, e, bem, eu não gostava de programar a parte visual - não gostava naquela época, gosto muito menos hoje. Fez meu amor por programação diminuir e me fez fugir para uma área um pouco diferente - quando chegou a hora de prestar o vestibular, eu optei pelo curso de Engenharia de Controle e Automação Industrial. Parte da escolha foi motivada pelo fato de que, se eu fosse programar algo, provavelmente seria um microcontrolador com não mais do que uma simples interface em 4 cores.

Eu estava enganada. Por volta do quarto semestre, eu comecei a ajudar um mestrando do laboratório de acústica com um programa para analisar sons... feito em Java. O que mais tarde me ajudou a conseguir uma vaga no GSIGMA, para auxiliar outro mestrando a desenvolver uma aplicação em... Java. Para Web.

A essa altura, eu já tinha recuperado minha paixão por programação e começado a gostar de Java. Aliás, comecei a gostar tanto de Java que me motivei a ir em um evento para desenvolvedores Java que ocorreu no final do ano passado em Florianópolis e sobre o qual eu escrevi aqui e aqui.

Lá eu conheci o Lucas Torri e o Bruno Ghisi, que também estudavam na UFSC. Acabamos conversando e trocando e-mails. Alguns dias mais tarde, eu recebi um e-mail do Lucas, avisando sobre uma vaga como embaixador de campus da UFSC. Eu resolvi me candidatar e mandei meu currículo, e o Lucas encaminhou o currículo (junto com um link para o meu blog, que eu havia esquecido de mencionar no meu currículo) para o Eduardo Lima, responsável pelo programa de embaixadores no Brasil.

Duas entrevistas depois, alguns dias de espera, e veio a boa notícia: eu havia sido escolhida como nova embaixadora de campus! Eu costumo ficar muito empolgada com essas coisas, o que quer dizer que eu comecei a pular pela casa quando recebi a notícia :-)

Isso aconteceu um pouco antes do Natal. Eu me lembro de ficar realmente confusa sobre o que deveria fazer a seguir. Ser uma embaixadora de campus da Sun é algo muito interessante, ainda que seja fácil ficar perdido no início. O que fazer primeiro? O que é necessário ser feito? OK, em qual dos 4012842 sites da Sun está aquela informação que eu preciso...?

Pensando nisso, eu decidi manter um diário de embaixadora de campus Sun por dois motivos em especial:

  1. Para servir de referência para mim mesma. Eu costumo me esquecer das coisas, e ter algo escrito é muito útil. Eu já tenho alguma experiência com isso: diversas vezes eu já consultei minha própria documentação para relembrar de alguma coisa.
  2. Para ajudar outros novos embaixadores e compartilhar experiências - é legal saber que você não é a única pessoa que se sente perdida ao se tornar embaixador de campus.

Para começar, vamos lembrar algumas das obrigações básicos que o embaixador de campus deve seguir no decorrer do ano:

  1. Terminar o ciclo de treinamento descrito no Notes / Training Syllabus
  2. Dar palestras e tech demos das tecnologias Sun, como o Open Solaris, Java, Netbeans, Sparc, Sun SPOT...
  3. Construir e manter  uma comunidade de pessoas interessadas nas tecnologias Sun e no mundo open source na sua universidade.
  4. Manter contato com os outros embaixadores e pessoas relacionadas à Sun para trocar conhecimentos e idéias.
  5. Promover e ajudar com eventos na sua universidade.
  6. Escrever sobre eventos e novidades Sun no seu blog.

É claro que outras pessoas podem dar outras listas de responsabilidades - e provavelmente até mais corretas; lembrem-se que eu sou apenas uma embaixadora iniciante, com não mais do que dois meses de experiência. E como esses meses não foram de aula, minhas atividades foram bastante limitadas nesse período.

De qualquer maneira, vamos olhar o que eu tenho feito nesses dois meses:

  1. Após receber meu Sun ID, criei meu blog em http://blogs.sun.com.Ou melhor, meus dois blogs: http://blogs.sun/cindydalfovo, que você está lendo nesse momento, e http://blogs.sun.com/cindy, que é a versão em inglês desse blog.
  2. Criei meu perfil no OSUM - Open Source Unniversity Meetup, que, como você pode adivinhar pelo nome, busca reunir pessoas interessadas no mundo Open Source. Aliás, se você quiser se juntar ao grupo da UFSC, sinta-se à vontade ;)
  3. Criei meu perfil no Sun Ambassadors, a comunidade dos embaixadores Sun, e onde se encontra o Campus Ambassador Handbook, que é provavelmente o lugar onde se encontram a maior parte das informações necessárias para quem é embaixador de campus.
  4. Cadastrei-me nas comunidades de desenvolvedores da Sun, de Java, do Netbeans e do OpenSolaris
  5. Comecei meu treinamento no SAI, além de ter instalado as ferramentas básicas de desenvolvimento e testado o Elluminate!, que é ferramenta de conferência utilizada. Essa ferramente entrou em conflito com os controles de som no Ubuntu, mas funcionou sem maiores problemas no Open Solaris. 
  6. Comecei a relatar meus avanços no CART, embora eu ainda não tenho muito o que relatar, e posts em blogs parecem contar pouco, já que são apenas opcionais.

Além disso, algo que me deixou bastante feliz é que eu entrei em contato com um grupo de estudantes de sistemas de informações interessados no Open Solaris, então é quase certo que eu vou dar uma palestra sobre o Open Solaris logo no início do semestre e distribuir Live CDs e livretos informacionais. Eu fiquei feliz porque a iniciativa de construir um grupo voltado à software livre foi tomada por um aluno e é mantida por alunos, distribuindo Live CDs e incentivando o uso de software livre.

Também, um rapaz que está fazendo seu TCC na área de inclusão digital para crianças se interessou pelo Alice, um ambiente de desenvolvimento para crianças, no qual elas podem construir pequenos vídeos utilizando blocos e modelos fornecidos junto com o programa, e que é mantido no Kenai, o forge da Sun. Se tudo der certo, nós poderemos fazer algo com o Alice para apresentar às crianças. Eu adoraria, já que uma coisa que eu sempre quis fazer é participar de algum tipo de trabalho voluntário relacionado à crianças :-)

Tive de pensar em algo para apresentar ao coordenador do meu departamento como proposta de estágio, e junto com o Eduardo Lima chegamos a uma proposta de trabalho usando o Sun SPOT: criar um protótipo de controle para substituir o mouse para pessoas com deficiências relacionadas aos movimentos da mão. Por isso vocês tem visto os tutoriais de Sun SPOT, já que eu estou o estudando para poder desenvolver algo no decorrer do semestre :-)

No mais, agora eu pretendo atualizar esse diário com maior frequência, já que deixar para atualizar tanto de uma vez pode se tornar um pouco cansativo :)

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Blog com tutoriais relacionados a desenvolvimento de software, especialmente Java, e que conta com as experiências de desenvolvimento de uma menina maluquinha, digo, eu.

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