A China e a Índia impulsionam o crescimento com projetos de infraestrutura

Enquanto os EUA ainda tentam estimular os gastos dos consumidores norte-americanos com seus programas de incentivos econômicos, países, como a Índia e a China, parecem estar fazendo um progresso muito melhor. Em uma recente viagem à China e à Índia, via Cingapura, realizada em setembro passado, pude comprovar com toda clareza que a Ásia (Pacífico) não ficou parada e está incorporando os trabalhadores das fábricas inativas a novos projetos de infraestrutura. Conversas com clientes e parceiros da China e da Índia simplesmente confirmam o que poderia ser descrito como uma prática recomendada para qualquer nação que esteja buscando a recuperação econômica.

No início deste ano, Beijing anunciou um pacote de incentivos no valor de 585 bilhões de dólares norte-americanos (aproximadamente 13% do PIB da China em 2008). Como parte desse pacote de incentivos, a China investirá este ano 50 bilhões de dólares norte-americanos apenas na maior e mais ambiciosa ferrovia de alta velocidade do mundo (um projeto iniciado em 2005 e com conclusão prevista para 2020), que conectará Beijing, Dalian, Xuzhou, Lanzhou, Xangai, Kunming e Guangzhou. O incentivo econômico de Beijing está direcionado diretamente aos quase 20 milhões de trabalhadores inativos da China, devido em grande parte ao declínio de 20% nas vendas externas. As estatísticas impressionantes da nova ferrovia de alta velocidade incluem:

  • Os contrafortes que sustentam os trilhos consumirão cerca de 117 milhões de toneladas de concreto.

  • A construção de 25.749 km (16.000 milhas) de trilhos novos.
  • A ferrovia de Beijing a Xangai consumirá aço suficiente para construir 120 Estádios Olímpicos "Ninho do Pássaro".
  • Além da mão-de-obra da construção, a ferrovia criará empregos para engenheiros, e para muitos deles. A ferrovia será computadorizada e exigirá grandes investimentos em TI e recursos. Podemos ter certeza de que as grandes empresas de TI desejam ganhar esse negócio e fornecer hardware, software, serviços e suporte. Uma excelente oportunidade. Bill Powell escreveu um artigo fantástico na revista FORTUNE com muitos outros fatos interessantes que você pode ler aqui.

    O crescimento da Índia é igualmente impressionante, apesar da recessão global. A Índia ainda precisa construir uma grande infraestrutura, enquanto a China já está atualizando a infraestrutura já construída. Gosto de descrever a China como um caos organizado, enquanto a Índia ainda lida com um caos desorganizado. Em Beijing, vemos carros, ônibus, trens, pessoas, bicicletas, motocicletas em um tráfego congestionado em sincronia com os sinais de trânsito. Em Bangalore, há o mesmo que em Beijing, mas cada um em sincronia apenas consigo mesmo. Os sinais de trânsito são ignorados, as motocicletas trafegam nas calçadas e nos cruzamentos na hora do rush, sem qualquer indicação de quem tem prioridade para circular. Trata-se simplesmente de uma experiência pela qual todo profissional de negócios deveria passar, porque é preciso conhecer o cliente para o qual se está vendendo. Ambas são belas culturas e fazem parte da solução para a recuperação econômica do mundo. A Índia também consumirá uma quantidade maciça de engenheiros, softwares, hardwares e serviços, não apenas para impulsionar seu setor de terceirização de TI, mas também para construir, rapidamente, sua própria nação, sua própria infraestrutura e, em última análise, sua própria economia como líder mundial.

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