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Tecnologias emergentes e seu impacto em indústrias, mercados e na sociedade como um todo.

  • May 28, 2019

4 tecnologias que prometem turbinar as cadeias de suprimentos

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A integração das tecnologias emergentes à cadeia de suprimentos vem gerando cada vez mais interesse. Veteranos do setor alertam que, para um uso bem sucedido, é preciso ter estratégia e contar com a ferramenta correta.

Por John Soat *

A promessa de melhorias na cadeia de suprimentos gerou interesse e discussão consideráveis na recente conferência Oracle Modern Business Experience em Las Vegas, nos EUA. Isso porque diversas tecnologias emergentes, como a Internet das Coisas, análise preditiva, realidade aumentada e registros (livros-razão) distribuídos via blockchain têm o potencial de transformar as operações da cadeia de suprimentos.

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Ainda assim, veteranos da cadeia de suprimentos alertaram sobre adotar essas tecnologias emergentes sem planejamento adequado, metas realistas e as ferramentas certas. Resta uma lacuna considerável entre o que as empresas querem fazer e a “experiência de domínio, as habilidades de ciência de dados e a experiência em desenvolvimento de aplicativos" necessárias, comentou um interessado, "e é muito difícil encontrar todo esse conjunto de habilidades em uma única pessoa.”

Internet das Coisas

As cadeias de suprimentos e a IoT combinam naturalmente. Mas muitos projetos de IoT fracassam porque se concentram “demais na Internet e nas coisas e pouco nos resultados de negócios”, comentou Harish Gaur, diretor sênior de IoT e de aplicativos SaaS de blockchain na Oracle.

O primeiro passo é estabelecer KPIs que determinem o sucesso comercial do projeto. O seguinte é definir o tipo de dados que você precisa coletar para aqueles KPIs, observou Gaur, inclusive dados em tempo real de sensores de IoT, mas também dados de sistemas de gerenciamento de ativos, financeiros, de produção industrial e de banco de dados.

Dois elementos estratégicos da implantação de tecnologia de IoT no gerenciamento da cadeia de suprimentos são o “thread digital” e o “gêmeo digital”. O thread digital é a conexão de ativos, fluxos de dados e processos de trabalho específicos que produzem um resultado de negócios, como quanto tempo de inatividade inesperado de um robô de montagem dispara um recálculo do cronograma de produção. Threads digitais mapeiam como dados de IoT podem ser usados efetivamente. “Os dados acabam tendo de conduzir fluxos de trabalho dentro de seu aplicativo empresarial”, comentou Gaur.

O gêmeo digital é uma recriação em 3D de uma máquina ou de um processo empresarial. Ele oferece uma visão de 360 graus do funcionamento físico e das interações do ativo com outras entidades. O gêmeo digital é crucial para validar uma implementação de IoT com a representação de dispositivos monitorando operações de máquina ou etapas em uma cadeia de suprimentos.

Instalar tecnologias de IoT fisicamente envolve decisões táticas sobre os dispositivos de hardware e gateways de comunicações mais apropriados e econômicos. Um fator emergente é o que se conhece como computação de borda — quanto processamento de dados pode e deve ser realizado no nível dos dispositivos versus passá-lo para aplicativos em nuvem.

Implantar e gerenciar uma rede de IoT como parte integrante de uma cadeia de suprimentos global implica desafios específicos. Que ativos e processos devem ser monitorados — máquinas, robôs, caminhões, contêineres, itens — e quantos?

Entre as questões estratégicas a tratar: “Como expando de 10 para 10.000 dispositivos?” observou Gaur. “Como planejo SLAs, em que preciso fornecer essas informações a meus clientes em um prazo específico? Como garanto que ninguém possa espiar os dados que saem de meus dispositivos?”

Aprendizado de máquina e análise preditiva

Cadeias de suprimentos funcionam com dados, e incorporar uma rede de IoT aumenta bastante a quantidade dos dados. Aproveite ao máximo aquele enorme influxo empregando aprendizado de máquina e aplicativos e técnicas de análise de dados de vanguarda, aconselhou Bhagat Nainani, vice-presidente de grupo de desenvolvimento de aplicativos de IoT e blockchain na Oracle.

Essa “ciência de dados aplicada” reorientará a estratégia de cadeia de suprimentos “de regras reativas simples a decisões e previsões automatizadas”, acrescentou Nainani. “E é muito melhor ser proativo do que reativo.”

Por exemplo, algoritmos de aprendizado de máquina podem detectar desvios do comportamento normal, ajudando engenheiros da cadeia de suprimentos a identificar problemas ocultos e a situá-los na máquina ou no processo que falhou em iniciar.

Mais dados e mais análises possibilitam predizer estados futuros, como: qual é a probabilidade de que um determinado elevador pare de funcionar na semana seguinte e que ações preventivas podemos executar? Isso resulta em uma previsão mais precisa da demanda e das operações, concluiu Nainani.

Realidade Aumentada

A tecnologia de realidade aumentada combina bem com a cadeia de suprimentos habilitada para a IoT. Uma interface de RA executada em um modelo 3D, como um gêmeo digital, pode exibir informações em tempo real de ferramentas de análise de dados baseadas em nuvem. Ela pode acelerar procedimentos de diagnóstico relacionados com manutenção ou controle de qualidade, entre outras funções.

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Uma variedade de setores, inclusive o imobiliário e o de saúde, já estão usando aplicativos melhorados com RA. Quanto à lacuna de capacidade, aplicativos móveis de RA são populares entre a força de trabalho da geração millenials, que se sente confortável com tecnologias que fazem uso intenso de elementos gráficos (lembram-se do Pokemon Go?).

Blockchain  

Como redes de IoT, redes de registros (livros-razão) distribuídos via blockchain também combinam naturalmente com cadeias de suprimentos. Mas, embora o ajuste de IoT seja familiar, o do blockchain é exclusivo.

“O blockchain é um ótimo mecanismo para possibilitar relação de confiança entre partes que não confiam necessariamente uma na outra”, comentou Jai Suri, diretor sênior de IoT e de aplicativos SaaS de blockchain na Oracle.

Leia mais: Três razões porque blockchain é a melhor solução para uma cadeia de suprimentos

A relação de confiança é facilitada por um rastro imutável de documentos digitais criados e compartilhados por participantes da rede blockchain. E ela melhora e aumenta o desempenho da cadeia de suprimentos de várias maneiras diferentes, garantindo conformidade com contratos, reduzindo riscos e melhorando o desempenho do fornecedor, assim como permitindo liquidações financeiras mais rápidas, auditorias mais fáceis, confirmação mais detalhada de regulamentos e reconciliação mais rápida de transações financeiras.

O blockchain e a IoT funcionam bem juntos. Por exemplo, parceiros da cadeia de suprimentos e organizações do setor estão empregando aplicativos de blockchain para ajudar a rastrear produtos e a identificar problemas relacionados com possível contaminação de alimentos. Combinando a "visibilidade em tempo real" de IoT com a "visibilidade empresarial multicamada" do blockchain, a união melhorará consideravelmente a profundidade e a amplitude daquela capacidade de rastreamento e identificação, explicou Suri. O mesmo vale para vários outros processos baseados em blockchain, como conformidade a normas, acrescentou.

A cadeia de suprimentos é um setor maduro, comentou um observador — provavelmente um eufemismo. As ferramentas e tecnologias estão ali para uma renovação, mas o necessário agora são as habilidades, conhecimentos e paciência.

* John Soat é um escritor freelance para a Oracle.

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