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Tecnologias emergentes e seu impacto em indústrias, mercados e na sociedade como um todo.

  • May 21, 2019

O que é a Realidade Aumentada?

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É comum que haja confusão entre as tecnologias Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Entenda o que é a RA e os benefícios que ela pode trazer para a experiência do cliente.

Por David Balaban *

O céu é azul. A grama é verde. A RA (realidade aumentada) é o próximo grande acontecimento. Ela ainda não está à nossa volta, mas está estendendo seu alcance rapidamente à medida que surgem novas implementações. Essa tecnologia coloca objetos intangíveis junto de objetos do mundo real, com a combinação de um headset ou da câmera de um dispositivo móvel e um aplicativo especialmente criado que faz toda essa mágica ganhar vida em tempo real.

Então, o que é a tecnologia de RA? Não, não é o mesmo que RV (realidade virtual). Com a RA, você dá um mergulho mais superficial em um mundo imaginário e vê elementos virtuais integrados com entidades reais, enquanto a RV oferece uma simulação da experiência toda. A menor profundidade de imersão não é o lado negativo da realidade aumentada – em vez disso, ela torna a tecnologia sem igual. Vejamos como a RA surgiu e o que a torna mais que um simples "termo da moda".

Leia mais: Como as organizações podem se preparar para a nova realidade virtual

A evolução da RA

O termo surgiu em 1990, quando engenheiros de fábricas da Boeing começaram a usar headsets de realidade aumentada para visualizar instruções de cabeamento, e o resultado mostrou-se revolucionário. A realidade aumentada evoluiu desde então para uma tecnologia muito mais sofisticada e acessível.

A RA deu seu primeiro grande passo para a popularização com o surgimento do Google Glass em 2013. Embora esse projeto não tenha correspondido às ambições, ele provou que a RA poderia ser um produto para o público em geral, e o desafio dos "óculos" foi assumido pelo inegavelmente mais bem-sucedido HoloLens da Microsoft em 2016.

Atualmente, um smartphone comum oferece suporte a aplicativos de RA potentes. O AR Emoji da Samsung, o ARKit da Apple, o ARCore da Google, e o jogo para dispositivos móveis Pokemon GO – todos eles estão abrindo caminho para uma adoção generalizada da RA.

A mecânica da RA

A realidade aumentada trabalha identificando o que são chamados de "marcadores" ou determinando a localização geográfica de um dispositivo. No primeiro cenário, o marcador pode ser um código de barras 2D ou qualquer entidade do mundo real que o software possa reconhecer com base em características predefinidas. Quando um sensor identifica e examina um objeto daquele tipo, o aplicativo de RA sobrepõe uma imagem digital 3D aos arredores na tela.

A técnica baseada em localização geográfica pode criar experiências de RA independentemente do local, portanto é mais universal e comum. Ela ativa o módulo e os sensores de GPS integrados a um dispositivo, como um giroscópio e um acelerômetro, para determinar os detalhes dos arredores e de orientação com precisão. Em seguida, o aplicativo gera dados apropriados para esse local e os integra à cena. As duas abordagens acima frequentemente são combinadas para oferecer uma jornada de RA avançada.

Além do efeito "UAU!"

Algumas pessoas podem dizer, "É divertido, mas por que tanto alvoroço?” Na verdade, os casos de uso da RA abrangem muito mais que jogos e entretenimento. Indústria automotiva, forças armadas, serviços de saúde, educação, telecomunicações, varejo, imóveis, turismo, publicidade, e muito mais. A lista de setores que já empregam a tecnologia é enorme, mas ainda há muito espaço para progresso.

Entre outras coisas, ela ajuda as empresas a melhorarem a experiência do cliente. Alguns exemplos interessantes incluem a ferramenta de visualização de maquiagem virtual da Sephora, o aplicativo Monocle da Yelp que reflete detalhes de empresas locais e lugares onde seus amigos fizeram check-in e o aplicativo de visualização de alimentos da Kabaq.

Como será o futuro? O mercado global de RA tem um crescimento previsto para US$ 198 bilhões até 2025, e a essência móvel em primeiro lugar, os sensores baratos e uma gama ilimitada de usos potenciais fazem da realidade aumentada uma tecnologia quase onipresente que provavelmente ofuscará sua contraparte mais famosa, a RV.

* David Balaban é pesquisador de segurança de computadores com mais 15 anos de experiência em análise de malware e dirige o proojeto Privacy-PC.com.

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