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Tecnologias emergentes e seu impacto em indústrias, mercados e na sociedade como um todo.

  • July 26, 2018

Empresário brasileiro está mais confiante e mais preparado

A KPMG acaba de divulgar sua pesquisa anual “2018 Global CEO Outlook Resultados Brasil”, com destaque para o otimismo dos empresários e o grau de consciência dos desafios, ameaças e oportunidades. Veja neste artigo os destaques da pesquisa e o alinhamento com as diretrizes da indústria de tecnologia.

A pesquisa foi realizada com 1.300 CEOs, sendo 53 brasileiros, 278 latino americanos e executivos de outras 11 economias de ponta, de diversos setores da economia. Seguem os resultados mais relevantes:

  • 79% se mostram confiantes no aquecimento da economia nacional, contra 53% de confiança na economia global
  • 64% preferem não opinar sobre iminência de um ataque cibernético, enquanto 36% acreditam que serão vítimas
  • 95% afirmaram estar ativamente criando disrupção no setor em que operam
  • Para 79% o conjunto de habilidades mais importante da força de trabalho é a especialização em tecnologias emergentes, além de 75% considerarem esses profissionais os mais eficazes
  • 42% vão aumentar os investimentos em processos de detecção de inovação e disrupção
  • 64% afirmaram estar satisfeitos com o retorno obtido nos investimentos realizados na personalização da experiência do consumidor
  • 76% defendem que a análise preditiva é muito mais precisa do que os dados históricos das operações da companhia
  • O maior nível de confiança em fontes usadas para decisões estratégicas são as mídias sociais, com 94%
  • O maior desafio referente a força de trabalho é a dificuldade de alinhar o comportamento da força de trabalho com os valores e propostas chave da empresa, para 59%
  • Para 47%, o maior benefício esperado da Inteligência Artificial é aumentar a agilidade como organização

O Paradigma da Agilidade

Ressalto o ponto de convergência dos resultados da pesquisa com a tendência sinalizada pela Oracle na busca pela agilidade organizacional, como fator essencial para obter a plena produtividade e até mesmo rentabilidade expressiva.

Debruçando sobre o tema, é importante notar que não se tratam de ações isolada nas empresas, pois onde não há integração, não pode haver agilidade, sendo mais um ponto que corrobora a defesa da computação em nuvem como plataforma de inovação e integração ampla.

Os esforços para a integração vertical têm sido percebidos nos movimentos para reduzir a quantidade de níveis hierárquicos nas organizações, que vai além da pura redução de custos, evidenciando o anseio pela agilidade.

No tocante a integração horizontal, a contribuição das novas tecnologias se tornaram patentes no incentivo a colaboração e no avanço dos processos de gestão do desempenho empresarial, com o advento do Integrated business planning, que derrubou as barreiras entre o físico e o financeiro.

O mantra da eficiência, mesmo associado com a eficácia, se esgotou por não levar em conta e fator tempo. A agilidade fomenta junto aos talentos da nova geração, a cultura da experimentação e nos permite errar seguidamente em busca do acerto, até o ponto em que os clientes percebem valor agregado aos nossos produtos e serviços. Com este dinamismo de agir, encantamos os clientes na forma como não havia sido prevista em tempo de planejamento.

“A maior percepção de risco é o operacional com 75%, seguido por segurança cibernética 60%”, diz a pesquisa.

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A Sombra do Risco

Grande parte dos executivos pesquisados afirmam estarem preparados para ataques cibernéticos, mas uma parcela significativa admite a iminência deste tipo de evento.

Julgo oportuno apreciarmos o risco em suas diversas modalidades, em função da relevância do tema para os investidores, que em última análise são os reais empregadores. Os investidores conhecem apenas duas variáveis, a rentabilidade e o risco e, quando este segundo se eleva, eles passam a exigir uma rentabilidade mais expressiva.

Em finanças aprendemos que o futuro implica em incertezas, que por consequência leva ao risco. Pode parecer apenas semântica, mas na verdade a redução do risco depende de quão seguro está o seu modelo operacional. Na mesma pesquisa, a percepção do risco operacional e da segurança cibernética foi apontado por 75% e 60%, respectivamente, enquanto o terceiro lugar, o risco associado à taxa de juros, ficou em apenas 36%.

O que isso tudo tem a ver com investidores e risco? Tudo! Quando defino a nuvem como plataforma de inovação do modelo de negócio, crio bases para a excelência operacional em seu mais amplo significado. Se tenho que assinar dúzias de contratos para ter funcionando este serviço, ou se tenho como único direcionador a redução predatória dos custos, deixo minha empresa mais vulnerável e suscetível a falhas e fraudes.

Uma suíte completa de soluções de negócio de classe mundial, traz segurança fiscal, jurídica, de crédito e operacional. Com a abertura multicanal representada pelas diversas aberturas de interação com o mercado consumidor, modernizamos a empresa e a reboque criamos novas situações de risco.

Quando decido implementar a Indústria 4.0, interligando os processos da cadeia logística com sensores IoT, realidade aumentada, machine learning, chatbots, impressora 3D e blockchain, viabilizo a manufatura inteligente, mas exponho a cadeia de valor a novos pontos de vulnerabilidade.

Agora imagine essa jornada com dezenas de fornecedores de tecnologia, orientados unicamente à redução de custos e sem qualquer compromisso com a qualidade.

“Para 91% dos entrevistados, a organização detém compreensão geral sobre o programa de transformação digital”, afirma o estudo.

Ponto de Inflexão

Acredito que chegamos a um momento crucial, onde os líderes reconheceram a ameaça de disrupção dos modelos de negócio como uma oportunidade de criar vantagem competitiva.

A totalidade dos executivos que estão vencendo em seus setores de atuação, mesmo em face de muitas adversidades, ganharam musculatura e uma consciência essencial para ingressar no âmago da nova economia digital, a inovação robusta e permanente, viabilizada pela computação em nuvem como base, complementado por um conjunto de iniciativas empresariais de mudanças culturais.

Este nível de compreensão elevou os líderes a um ponto que lhes permite enxergar a inovação do hoje, a predição do amanhã e a modelagem do futuro, com uma visão única e privilegiada. Pronto para fazer a diferença!

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