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Tecnologias emergentes e seu impacto em indústrias, mercados e na sociedade como um todo.

  • February 12, 2019

Como as organizações podem se preparar para a nova realidade virtual

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A realidade virtual pode ser usada para treinar funcionários, desenvolver produtos e até mesmo gerenciar riscos. Alguns dos benefícios do uso da tecnologia são a redução de custos e prazos.

Por: Sarah Perry

Recentemente, os líderes de uma empresa de telecomunicações australiana lamentaram sobre o alto custo de reunir seus cerca de 6.000 funcionários para um evento de treinamento anual. Suchin Venkataram, Diretor da Oracle Insight, propôs uma alternativa imersiva: “Sugeri que eles incluíssem realidade virtual no treinamento”, comenta Venkataram. “Os funcionários poderiam receber o mesmo treinamento, ou até melhor, com menos despesas do que levando todos de avião para o mesmo lugar.”

Há apenas alguns anos, aquela sugestão poderia ter parecido saída de ficção científica. Agora, várias tendências—que incluem a redução dos custos de headsets, a melhoria da banda larga e a computação em nuvem—estão convergindo para tornar viável para as organizações criar e proporcionar experiências digitais imersivas que resolvem problemas do mundo real.

Embora ainda esteja em seus primeiros dias, a tecnologia de realidade virtual (VR) está ganhando impulso em quase todos os setores, incluindo comércio eletrônico, serviços de saúde, turismo, imobiliário e produção industrial. Projeta-se que a receita global de VR aumente a uma taxa de crescimento anual composta de aproximadamente 55%, segundo um relatório recente da Orbis Research. Enquanto isso, as organizações estão explorando, criando protótipos e implementando tecnologia de RV a fim de melhorar o envolvimento dos clientes, os resultados de pacientes, o treinamento de funcionários, o desenvolvimento de produtos, o gerenciamento de riscos, entre outros.

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“Acho que este é um momento na história da realidade virtual em que ela está mudando de um produto de consumo para uma tecnologia importante para as empresas”, diz Venkataram, acrescentando que as organizações devem estar abertas a explorar as possibilidades da VR sem perder de vista os aspectos práticos. “É preciso haver um benefício claro, como gerar receita, ou um problema específico que ela resolva, seja ele um problema de cliente ou de negócios”.

Imersão de clientes, geração de vendas

Certamente, uma área em que a VR é uma grande promessa é o comércio. Os comerciantes começaram a usar a VR e realidade aumentada para melhorar a experiência de compra online, para criar ligações emocionais mais profundas e para dar aos clientes uma percepção melhor do que estão comprando em um ambiente virtual. Resultado: vendas melhores, maior fidelidade dos clientes e menos devoluções.

Entre muitos usuários pioneiros, a Wayfair usa realidade aumentada para ajudar os clientes a explorarem como itens de mobiliário ficarão em um cômodo. O “Buy +” do site Alibaba permite aos compradores perambular por corredores virtuais em lojas de departamentos geradas por computador.

O processamento de transações por VR da Payscout, o primeiro do mercado, está transformando as experiências virtuais em receita real. Concessionárias de veículos online estão começando a oferecer test-drives virtuais, e operadores turísticos de luxo estão dando aos clientes a oportunidade de terem uma prévia de destinos de viagem luxuosos. A imobiliária Sotheby’s até mesmo oferece a opção de visitas em 3D e visitas em realidade virtual.

Melhorando protótipos e treinamento

Embora o comércio virtual tenha o potencial de levar uma nova dimensão de tecnologia às experiências de compras, as empresas também estão examinando como ele pode gerar eficiências, reduzir custos e melhorar a segurança e os resultados dos funcionários. De fato, o estudo da Orbis Research indica que instrução e treinamento estão a caminho de ter a maior fatia da receita de VR, atingindo US$ 2,2 bilhões até 2023.

"Considere o desafio de treinar um funcionário em um equipamento complicado", diz Ruchir Kalra, diretor sênior da Oracle Insight. Com a RV, "as empresas podem criar um gêmeo virtual dessa máquina física que imite as especificações físicas exatas”, comenta. Os benefícios são custos mais baixos, treinamento mais abrangente em primeira pessoa e, por fim, melhor segurança.

Desenvolvimento de produto é outra área rica em oportunidades para a VR. “Se eu estiver desenvolvendo um novo modelo de aeronave, por exemplo, a prototipagem em VR possibilita modificar o projeto sem precisar fazer um protótipo físico todas as vezes", observa Kalra. “Isso economiza custos diretos e, o mais importante, reduz o cronograma de desenvolvimento.”

A medicina virtual ganha um significado totalmente novo

Ao mesmo tempo, a VR tem enormes implicações para serviços de saúde — pense no treinamento de um cirurgião em VR — e saúde mental. Sistemas de VR estão ajudando pessoas com transtorno de estresse pós-traumático a "reaprender" como pensar em eventos traumáticos, e pesquisadores estão se voltando para a VR como uma solução para diagnosticar e tratar o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Em ainda outro exemplo, a VR está sendo usada para ajudar amputados a desenvolverem os músculos e as habilidades motoras de que precisarão para usar membros protéticos, e a VR está dando a eles a oportunidade de treinar o uso dos membros em uma variedade de cenários. O benefício para o usuário: os pacientes estão prontos para usar suas próteses mais cedo e com mais confiança.

Os blocos de construção da VR

As possibilidades para a VR certamente parecem infinitas. Isso dito, é importante que as organizações pensem sobre como aplicativos de VR se integrarão com o resto de suas operações. Comerciantes voltando-se para a VR para criar experiências de comércio eletrônico melhores, por exemplo, precisarão pensar em como tornar transações integradas em shopping centers virtuais e outros aplicativos virtuais diretas para os clientes.

Similarmente, empresas que explorarem a VR para outras áreas, como desenvolvimento de produtos, precisam pensar em como ela se encaixa no quadro geral da organização. “A grande pergunta é como ligá-la às operações centrais”, observa Kalra. Ao mesmo tempo, a VR levanta ainda outras questões ligadas a dados: como gerenciá-los, analisá-los e, em alguns casos, como pensar na privacidade do cliente em um mundo virtual, entre tantas outras. “À medida que os aplicativos se tornam cada vez mais complexos, a magnitude dos dados necessários para fazer todas aquelas coisas apenas aumenta”, diz ele.

Embora o custo dos headsets para experiências de VR tenha caído consideravelmente — ao ponto em que eles logo poderão ser tão onipresentes quanto telefones celulares — a natureza personalizada da VR ainda apresenta o problema de como tornar certas aplicações, headsets ou outras, populares.

Isso não significa que as organizações não devam pensar a respeito e experimentar o que é possível. “Talvez seja algo que não é crítico hoje”, observa Kalra, “mas pode ter implicações de longo alcance amanhã”.

* Sarah Perry é uma Estrategista de Marketing de Conteúdo para a Oracle Content Central.

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