junho 4, 2009

Integração do Oracle BPA com o Oracle BPM Studio

Por Rodolfo Souza, E-Talent Oracle do Brasil

Através de um simples patch é possível exportar processos modelados no Oracle BPA e importá-los no Oracle BPM Studio. A partir daí é possível utilizar os recursos de workflow humano e demais benefícios dessa poderosa ferramenta de automatização de processos.

Esse patch nada mais é do que uma macro que é adicionada no BPA permitindo que seja gerado um arquivo no formato XPDL (XML Process Definition Language) a partir de um processo em padrão EPC (Event-driven Process Chain). (Atenção: a macro gera os arquivos .xpdl a partir de EPC e não de BPMN). Vale a pena lembrar, no entanto, que o Oracle BPA transforma modelos em padrão BPMN automaticamente em padrão EPC.


O Processo de Transformação
O primeiro passo é instalar a macro no Oracle BPA. Na guia de Administration, expandir os itens de Evaluation -> Reports, inserir um novo item com nome XPDL e importar o arquivo XPDL export.arx presente no patch. Em: Evaluation -> Macro, inserir um novo item com nome XPDL e importar o arquivo Start ARIS XPDL.arx também presente no patch. Pronto, agora a macro está disponível no BPA.

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O próximo passo é transformar um processo modelo BPMN em formato EPC. Na guia explorer, basta um clique direito no nome do processo desejado e selecionar a opção “generate model”. Aparecerá uma tela de wizard para auxiliar a transformação de modelo, bastando escolher o padrão EPC na lista de modelos disponíveis e escolher o nome do processo nesse novo formato.

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Por último, basta selecionar o processo em EPC na guia explorer, selecionar o menu Evaluate -> Start Macro e, em seguida, selecionar a macro Start ARIS WfMC 1.0 Export. O Wizard dará a opção para escolher o nome do arquivo exportado, mas ele sempre gerará o arquivo com o nome do processo em EPC no caminho especificado.

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Agora basta criar um projeto no BPM Studio e importar o arquivo dentro do projeto.

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Cuidados e boas práticas:

Algumas boas práticas devem ser tomadas ao utilizar essa macro, de modo que o arquivo xpdl gerado possa ser corretamente importado no BPM Studio. Em particular, o modelo EPC gerado pelo BPA deverá respeitar os seguintes padrões de desenvolvimento:

  • Não se deve colocar mais de um Start event no processo.
  • Não utilizar regras do tipo OR (ou), ao invés disso usar regras XOR (ou exclusivo).
  • Ao utilizar uma regra XOR que dispara duas atividades deve-se inserir triggering events entre a regra XOR e as atividades.

As respectivas versões dos softwares Oracle utilizadas foram: Oracle BPA Suite 10.1.3.4 e Oracle BPM Studio 10gR3.

maio 18, 2009

Identificação e Reuso de Serviços

Em nosso primeiro post comentamos sobre a importância da Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) dentro do contexto da gestão de processos de negócio (BPM). Percebemos que a visão de processos deve-se estender não só às unidades de negócio mas também à área de tecnologia de informação que, por sua vez, deve responder com uma infra-estrutura apresentada na forma de um "catálogo" de serviços. Porém, para que possamos obter valor nesta nova visão de serviços, precisamos saber identificar e reutilizar os serviços em nossos processos.

Recentemente visitando o OTN, encontrei um artigo bastante interessante sobre o reuso de serviços (What is a Reusable Service? Gabriel Bechara, Março/2009). Particularmente o que me chamou atenção neste artigo foi a forma como importantes conceitos foram apresentados no contexto da identificação e reutilização de serviços. Neste POST vou comentar um pouco mais sobre como identificar e reutilizar serviços, além de apresentar alguns conceitos importantes relacionados ao tema e que guiarão nossos debates futuros.

Indentificar Serviços

A identificação de serviços não é uma tarefa simples, requer além de boas práticas um bom conhecimento do negócio. Segundo Bechara: "In all cases a service must be related to a business purpose/process, and should provide a measurable business value at some point". Sendo assim, o primeiro passo para a determinarmos as fronteiras de um serviço é identificamos uma operação ou transação de negócios que ele deva atender.

A identificação dos serviços está associada diretamente ao conceito de reutilização. Um serviço deve ser uma unidade de negócios autônoma (auto-contida), de baixo acoplamento e que permita ser reutilizado em processos de negócios, aplicações compostas ou mesmo por outros serviços. Em outras palavras, um serviço deve ser independente para realizar uma operação de negócio especifica, define um contrato pelo qual expõe suas funcionalidades, apresenta políticas de utilização e segurança e pode ser medido através de contratos de nível de serviço ou SLA's (Service Level Agreements).

Governança

Outro conceito importante é a relação entre a visão de serviços e a governança de TI. Não basta apenas identificar os serviços, temos que adotar políticas, controles, definir responsabilidades e estabelecer processos que permitam gerenciar e controlar o ciclo de vida de serviços. Do design à execução, temos que estabelecer controles que garantam que as mudanças serão comunicadas e que as métricas de negócios (SLA's), definidas com as áreas de negócio, possam ser acompanhadas e garantidas. Esta abordagem permitirá a geração de informações valiosas sobre o ambiente e a utilização destes serviços, de modo a permitir, por exemplo, que os serviços possam ser prescritos ou '"recomendados" para utilização em diversos processos corporativos (desta maneira, promovendo o reuso). Neste contexto, dois componentes passam a exercer um papel fundamental: o repositório corporativo e o catálogo de serviços.

O repositório corporativo ou Enterprise Repository, governa todo o ciclo de vida de desenvolvimento e gerenciamento de serviços, da concepção à publicação do serviço, assegurando boas práticas, identificando associações e relacionamentos entre os processos e serviços, além de estimular a reutilização dos mesmos entre diferentes áreas, projetos e processos. O catálogo de serviços ou Service Registry, por sua vez exerce a função de catálogo, disponibilizando informações sobre os serviços, em tempo de execução, e permitindo que os mesmos sejam descobertos e acessados. Estes dois elementos são fundamentais para assegurar a visibilidade dos serviços em toda a organização. Segundo Bechara, "A service must be also visible across the entire organization. It must be prescribed for use in specific projects in order to avoid redundancy and duplication".

Conheça mais sobre os componentes de Governança Oracle.

Barramento de Serviços

O barramento de serviços ou Enterprise Service Bus (ESB) é um elemento fundamental para estimular o reuso, promovendo o isolamento entre os elementos da arquitetura, ao mesmo tempo em que habilita a evolução dos serviços e processos. Um ESB permite a comunicação multi-canal (entre diferentes protocolos e meios de comunicação) oferecendo maior independência aos consumidores de um determinado serviço, seja ele um processo de negócio ou um consumidor externo. Desta maneira, diferentes consumidores podem acessar serviços através de diferentes canais, sem alterar a implementação e a execução do serviço.

Conheça mais sobre a solução da Oracle: Oracle Service Bus.



Após esta rápida visão de serviços e de alguns cimportantes relacionados ao tema, caminharemos no sentido de mostrar como o BPM pode auxiliar no alinhamento estratégico entre as áreas (negócios e TI).

maio 14, 2009

Solução para BPM?

Agora que já conhecemos um pouco mais a importância dos processos no nosso dia-a-dia e em como a tecnologia da informação (TI) pode suportar esta visão de processos, através de uma orientação a serviços, resta-nos uma pergunta: "Afinal o que é Gestão de Processos de Negócio(BPM)? Trata-se de um conceito relacionado a alguma tecnologia ou software em particular, ou trata-se de uma abordagem completamente voltada a negócios?"

Para auxiliar a responder esta pergunta, extrai a seguinte definição de BPM, publicada em 2007 pela ABPMP (Association of Business Process Management Professionals):

"Business Process Management (BPM) is a disciplined approach to identify, design, execute, document, monitor, control, and measure both automated and non-automated business processes to achieve consistent, targeted results consistent with an organization's strategic goals. BPM involves the deliberate, collaborative and increasingly technology-aided definition, improvement, innovation, and management of end-to-end business processes that drive business results, create value, and enable an organization to meet its business objectives with more agility."

Ciclo_Resumido_2.PNG Na prática o BPM é uma disciplina voltada para administrar todo o ciclo de vida de processos. Compreende diversas etapas que englobam desde a concepção, modelagem e simulação, passando pela execução e alcançando a monitoração e o controle dos processos. Uma das mensagens mais importantes que podemos extrair do BPM é o fato de ser um modelo de gestão de melhoria contínua, que deve estar sempre alinhado aos objetivos estratégicos do negócio e, que por este motivo, acaba por cruzar os diferentes departamentos, áreas e unidades de negócio de toda uma organização. O BPM é pois um ciclo que não se encerra em uma de suas fases, como por exemplo, na monitoração e controle. Muito pelo contrário. É nesta fase, por exemplo, onde extraem-se informações e indicadores importantíssimos sobre a execução dos processos. Informações estas que devem voltar para a área de negócios, estimulando a otimização do processos, e auxiliando no alinhamento entre a estratégia de TI e os objetivos do negócio (Ver figura 1: Ciclo de melhoria contínua de BPM).
Figura 1: Ciclo de Vida de BPM

E para atender a todo o ciclo de gestão de processos a Oracle tem uma solução compreensiva que engloba todas as diferentes fases do BPM. Oferece um pacote que, além de ser rico em funcionalidades, atende aos diferentes papéis e perfis dentro de uma organização: usuários de negócios, gestores, técnicos, administradores, entre outros.


Ciclo_Resumido_2.PNG
Figura 2: Solução Oracle para BPM

A suite Oracle é composta de três componentes-chave:

Oracle BPA Suite: Solução completa para modelagem, análise, simulação e publicação de processos de negócio em toda a organização. Oferece uma interface simples e intuitiva voltada aos usuários de negócio (pessoas que conhecem os processos da empresa). Apresenta um papel estratégico pois é nesta fase que a "inteligência" do negócio é capturada, ao mesmo tempo em que são gerados mapas estratégicos, diagramas de cadeia de valor, modelos de processos de negócios, entre muitos outros padrões e modelos. Possui uma abordagem de desenvolvimento "top-down", na medida em que fornece o ferramental necessário para capturar desde os objetivos estratégicos do negócio até detalhamentos de atividades de um processo. A simulação é outro recurso poderoso que permite conhecer melhor os processos, comparar cenários e realizar otimizações antes mesmos de colocá-los em execução. Um dos maiores diferenciais desta solução é, sem dúvida, o fato dela estar integrada à suite de execução de processos, o Oracle SOA Suite. Esta integração permite, por exemplo, a geração automática de um modelo em padrão de execução (BPEL - Business Process Execution Language) à partir de uma notação de modelagem de processo de negócio (ex. BPMN - Business Process Modeling Notation). A integração bi-direcional entre as ferramentas, simplifica muito a comunicação entre as áreas - negócios e TI - auxiliando no alinhamento entre TI e a estratégia organizacional. Mais informações...

Oracle SOA Suite - BPEL/Business Rules: Solução para a implementação e execução de processos negócios. A arquitetura modular e flexível da Oracle SOA Suite permite que serviços sejam criados, gerenciados e orquestrados em aplicações compostas e processos de negócios. A suite endereça importantes questões como, por exemplo, o suporte a processos de workflow com interação humana, regras de negócios (ou business rules), além da orquestração de serviços em processos de negócio. A suite possui recursos poderosos para integração de sistemas, propiciando ampla conectividade com diferentes tipos de aplicações, incluindo o legado da empresa. Tal capacidade permite reaproveitar e otimizar os investimento já existentes, além de agilizar a entrega de novos processos e serviços. Mais informações...

Oracle SOA Suite - BAM: Mas afinal como monitorar e ter visibilidade de seus processos de negócio em tempo real? A resposta está em um produto chamado Oracle BAM. O BAM (ou Business Activity Monitoring) é uma prática, que se baseia no uso da tecnologia para definir, monitorar e analisar indicadores de performance (ou key performance indicators - KPIs), gerar alertas e reagir pró-ativamente - em tempo real - diante de determinados eventos de negócios. O Oracle BAM é uma solução completa que suporta a criação de dashboards(ou painéis) interativos, além da criação de alertas pró-ativos (emails, SMS, etc), permitindo o monitoramento em tempo real de serviços e processos de negócios. O BAM oferece aos executivos, gerentes de operações e áreas de negócios em geral, as informações de que precisam para tomar melhores decisões e agir rapidamente diante de mudanças no ambiente de negócios. Mais informações...

Bom, agora já conhecemos um pouco mais sobre os produtos e soluções de BPM da Oracle. Nos próximas oportunidades entrarei mais a fundo em cada um destes componentes, apresentarei dicas, novidades, material de apoio e outros tópicos de interesse.

Obrigado, e até a próxima!

maio 6, 2009

Primeiro Post

Bem Vindo(a) ao blog BPM Brasil!

Este é um blog voltado à gestão de processos de negócios, do termo popular em inglês Business Process Management (BPM). Nosso foco será discutir estratégias, cases, produtos e soluções, ou seja, tudo que envolva direta e indiretamente o mundo de processos. E claro, centralizaremos o nosso debate nas soluções e produtos de Business Process Management da Oracle.

Gostaria de iniciar o nosso blog com uma frase para reflexão:

"To successfully respond to the myriad of changes that shake the world, transformation into a new style of management is required. The route to take is what I call profound knowledge—knowledge for leadership of transformation." (Deming, W. Edwards, 1993)

Somos governados por processos em tudo que fazemos, sejam nas atividades do trabalho, nas negociações comerciais, ou mesmo nas relações interpessoais. Entretanto, para que nos transformemos em agentes de transformação, o primeiro passo é ter conhecimento destes processos. Mas, afinal, o que significa ter conhecimento? Significa ter visibilidade de seus processos, conhecer os pontos fortes e as possibilidades de melhoria, adotar procedimentos e melhores práticas, mas acima de tudo, ser capaz de continuamente repensar os processos. E é esta visão que quero passar para vocês (e dai o título do nosso blog), de que a gestão de processos, através de uma visão de melhoria contínua, é um instrumento poderoso para que as empresas consigam rapidamente responder aos constantes e novos desafios impostos pelo mercado, e ao mesmo tempo se adaptar às mudanças exigidas pelas áreas de negócios.

Temos agora um novo desafio que é o de como aplicar estes conceitos no dia-a-dia das empresas. Em outras palavras, como a Tecnologia da Informação (TI) pode ser utilizada de modo a operacionalizar os processos e materializar as mudanças impostas pelo negócio. Para tal, é fundamental pensarmos em TI como um grande provedor de serviços para esta área de negócios. Estes serviços podem ser pensados como transações de negócio que permitem a perfeita execução dos processos previamente estabelecidos. Nexte contexto, a arquitetura orientada a serviços, ou service oriented architecture (SOA) tem um papel de destaque dentro da gestão de processos. Alguns dos conceitos-chave do SOA, tais como a componentização, a padronização e, principalmente a reutilização tem papéis fundamentais dentro do BPM, criando as bases e a infra-estrutura tecnológica necessárias para a aplicação da gestão de processos. Desta maneira, com frequência abordaremos temas relacinados à arquitetura SOA.

Considero, pois, a gestão de processos um tema bastante interessante e, atualmente, um dos tópicos mais discutidos dentro das áreas de tecnologias de informação das empresas, independente do ramo ou atividade.

A Oracle hoje encontra-se estrategicamente posicionada possuindo em seu portfolio um conjunto completo de soluções para a gestão de processos. Estes produtos e soluções fornecem as bases e o ferramental necessário para o gerenciamento de todo o ciclo de vida de BPM (da concepção de um processo, passando pela execução e monitoramento).

Nas próximas publicações falaremos mais das soluções Oracle que suportam as estratégias da gestão de processo (BPM) e arquitetura orientada a serviços (SOA).

Obrigado e até breve!

About

Davi Cunha
Consultor de Vendas Sênior
Especialista Oracle em soluções de BPM e SOA
Oracle do Brasil

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